terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

UM EXEMPLO A SEGUIR

Nos EUA , ouvimos a "War on Drugs" frase, há mais de 40 anos. Tudo começou em 1971, com Richard Nixon intitulando as drogas como " inimigo público número 1", e a ofensiva não tem realmente parado desde então.
Há uma infinidade de opiniões sobre se a guerra realmente funcionou ou não.
Um país com quem os EUA poderiam ter aprendido muito é Portugal.
"Portugal tem muito para nos ensinar " (digo eu). " No ano 2000, Portugal tinha um dos piores problemas na Europa com toxicodependentes. Um por cento da população era viciado em heroína, o que é alucinante. O primeiro-ministro e o líder da oposição reuniram-se e fizeram algo realmente ousado: Eles disseram: "Nós temos tentado todos os anos o modo americano de combater drogas, sem resultados positivos. Vamos reprimir! Todos os anos metemos mais pessoas na prisão, e todos os anos o problema se agrava, vamos fazer isto de uma forma diferente."
Portugal decidiu descriminalizar todas as drogas no ano 2000. Nos quase 15 anos após tomada esta decisão, o país viu uma queda no uso de drogas de cerca de cinquenta por cento. Os funcionários do governo estão muito entusiasmados com os resultados. A lógica é: em vez de criar condições mais severas para os toxicodependentes , por que não tentar dar-lhes uma saída?
Os líderes políticos do país decidiram consultar um painel de cientistas sobre o que fazer, e concordaram, em antecedência, com qualquer que fosse o resultado da pesquisa cientifica.
(Levaram o assunto para fora da política)
 O painel de cientistas concluiu que a solução era:  A descriminalização de todas as drogas, desde Canábis à Cocaína.  Mas o passo crucial foi;  gastar todo o dinheiro que gastavam para prender toxicodependentes, julgar toxicodependentes, e  encarcerar toxicodependentes ,  a reabilitar os toxicodependentes, para os reconectar com a sociedade, ou seja, para lhes dar um propósito na vida.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

RECOMENDA-SE

Vou partilhar uma história que me tocou profundamente no coração, encheu-me de orgulho da minha raça de ser Português afirmando que continuamos a ser um povo acolhedor, ímpar e honesto.
Quatro amigos meus  americanos do estado de Indiana, nos Estados Unidos da América, vieram de férias a Portugal e passaram uma semana na minha casa em Leiria para visitar alguns dos monumentos que existem nas nossas redondezas.
No dia 26 Julho, 2014, depois de uma visita matinal ao mosteiro da Batalha, as barrigas começaram a dar horas, e como é sempre meu costume, aconselhei o pessoal a sair zona turística e procurar almoço num restaurante menos frequentado por turistas. O meu plano até foi bem sucedido, quando uma placa de publicidade me alertou com o nome dum restaurante chamado o Celeiro, na Urbanização do Graça. O parque de estacionamento estava bem repleto, geralmente um bom sinal, que a comida é boa e acessível ás carteiras mais modesta.
O menu neste dia era constituído por quatro pratos típicos Portugueses, Cosido à Portuguesa, Chanfana de Cabrito, Frango do Campo Estufado e filetes de peixe. Enquanto esperávamos que nos preparassem a mesa, (cerca de dez minutos) aproveitei para ver os quatros pratos do dia a serem consumidos nas várias mesas da ampla sala deste restaurante, o que me ajudou a escolher as nossas refeições. Eu e dois dos meus amigos optamos por Chanfana, duas doses foi mais que suficiente para três pessoa e ainda para dar a provar, uma dose de Frango foi a opção das duas senhoras, o nosso amigo da República Dominicana preferiu os filetes de peixe. Como a minha escolha foi chanfana, e não provei os outros pratos, apenas me resta dizer que foi, sem margem para dúvida, a melhor Chanfana que já comi, se a memória não me falha. O pudim caseiro, estava uma delícia, um litro de tinto, uma garrafa de dois litros de água, iced tea e três expressos completaram o nosso almoço que custou  cerca de quarentena e três euros dividido por seis pessoas.
Quando chegou a conta, a esposa do meu amigo Bill, puxa de um maço de notas da carteira que trazia atada na cintura, mas ao devolver o dinheiro à carteira, em vez de meter as notas nas abertura da carteira, meteu-as entre as calças e a carteira e as notas caíram ao chão, facto que passou despercebido a todos, até cerca de quatro horas mais tarde, quando chegamos a Fátima. Em pânico, a senhora conta ao Bill o acontecido, o que causou, da parte dele, uma reacção um pouco invulgar e desnecessária e de ânimos acelerados. O Bill agarrou a carteira, atirou-a no caixote do lixo e dirigiu umas palavras menos amistosas à esposa.
Após ser informado sobre o acontecido, tentei acalmar a situação ao me disponibilizar para voltar a passar pelo restaurante e perguntar se por casualidade haviam encontrado o dinheiro.
A dona do restaurante abriu um sorriso de alegria quando me viu entrar a porta do estabelecimento, como a confirmar o que eu já suspeitava, que o empregado viu o dinheiro no chão e de imediato o entregou à patroa.
Os meus amigos Americanos quase não queriam acreditar no acontecido, com uma expressão  interrogadora nos rostos, como quem perguntava; mas será que ainda existe gente assim tão honesta no mundo?

Concluindo, apenas quero agradecer ao pessoal do Restaurante O Celeiro pela honestidade demonstrada, e por me terem deixado ainda mais orgulhoso de ser português.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

MONTE REAL

A Base Aérea nº 5, erigida no local em que funcionou outrora o Aero Clube de Leiria, foi oficialmente inaugurada a 4 de Outubro de 1959 com duas Esquadras de combate (Esq, 51 Falcões e 52 Galos) num total de 50 caças F-86F. Em 1966, viu aumentado este quantitativo com a atribuição de FIAT G-91 R4, à Esq. 51, primariamente dedicados ao treino de pilotos para as Esquadras então sedeadas na Guiné, Angola e Moçambique.
Em 1974, a Esquadra 103 com o T-33A passou a ministrar os Cursos Complementares para Aeronaves de Combate a partir desta Unidade.
Em 1977, o T-38 TALON veio integrar a Esq. 51, complementando as capacidades dos F-86F.
Em 1981 chegam os primeiros A-7P CORSAIR II que equiparam as Esquadras 302 Falcões e 304 Magníficos.
Em 8 de Julho de 1994 chegam a Monte Real os F-16A com os quais foi reactivada a Esquadra 201 Falcões.
Com uma população que, dependendo das Esquadras, tem variado entre os 800 e 1200 militares e civis, a Base Aérea nº 5 é uma Unidade com grandes tradições de Defesa Aérea, constituindo o vector decisivo para o policiamento aéreo do espaço de interesse nacional.
Integrada numa área de elevada densidade populacional, reduz o impacto ambiental, inerente ao seu funcionamento, através de medidas e equipamentos que minimizam a poluição, nomeadamente a sonora e de águas residuais.
Unidade de características muito particulares, constituí um polo de interesse e atracção, para a população e inúmeros turistas da freguesia, podendo ser visitada mediante contacto prévio com o Gabinete do Comando.


Fotos de Joe Carvalho, o conteúdo da historia publicada, foi  partilhada através do site da freguesia de Monte Real. Esta freguesia foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Carvide formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Monte Real e Carvide da qual é a sede.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

APOIO INCONDICIONAL


Como emigrante, sempre imaginei que nós, lá por fora, vibrávamos mais com os jogos da selecção que propriamente os nossos compatriotas que vivem na terra mãe, mas não é tanto assim. 

Certo é, que lá por fora vibramos muitíssimo, quando alguma coisa nos faz lembrar a pátria querida, que por uma ou outra razão tivemos que aboandonar. 

Mas é realmente impressionante ver as pessoas nas ruas em Portugal, vestidas com as cores da nossa seleção, bandeiras nas varandas e carros, os canais de televisão dedicam a maior parte dos seus programas a reportagens sobre a seleção, algumas empresas vão cessar produção durante o jogo, e instalaram televisões nos locais de trabalho para os funcionários poderem ver jogo. Enfim, confesso que tenho andado o dia todo emocionado com uma lágrima no canto do olho. Os alemães até podem ganhar o jogo, mas de uma coisa tenho a certeza; não nos ganham em patriotismo, humildade, amor e carinho pela selecção nacional. 

VIVA PORTUGAL!!!!!!!! FORÇA PORTUGAL!!!!!!!!!!!!!!!!! 

terça-feira, 3 de junho de 2014

PASSA PRA CÁ O REINADO


Instalou-se a polémica  da rei-nação no país visinho, o rei Juan Carlos decidiu entregar o trono a seu filho, uma vez que se deve sentir sem foça, ou frça de vontade, de continuar a exercer as funções de "king". 
Para muitos, é a oportunidade perfeita para se manifestarem contra o reinado, sem saberem bem o porquê do seu protesto, apenas sabem, que sabem que ter um rei não é bom.
Certo é que a crise financeira na Europa, leva as pessoas a protestarem por tudo e por nada, é o desespero de não conseguir emprego, principalmente em Espanha, onde a taxa de desemprego é actualmente superior a 26%. São reacções do querer e não poder cumprir com as obrigações financeiras, como renda de casa, eletricidade, gás, comida, etc.
Do que os nossos vizinhos da península ibérica não se devem ter apercebido, é que Portugal gasta mais dinheiro com o gabinete do presidente da República, que Espanha com as despesas do rei.
Será que se os espanhóis, informados com este facto, ainda quereriam a mudança? Tendo em conta que Portugal é um país com menor dimensão, menos população e onde a crise financeira é muito superior à espanhola! 
Acho que é mesmo caso para dizer; "Be careful what you wish for".
Long live the king!!!!!!!

terça-feira, 27 de maio de 2014

UMA INDÚSTRIA COM HISTÓRIA


Real Fábrica do Juncal
Fundada em 1770 por José Rodrigues da Silva e Sousa, sob a proteção do Marquês de Pombal, fabricava louça, jarras de altar e azulejo. Dirigida pelo fundador, que é autor dos azulejos das igrejas do Juncal, em Porto de Mós, e dos Milagres, em Leiria, seria administrada, mais tarde, por José Luís Fernandes da Fonseca, que substituiria a decoração clássica e erudita pela denominada “maneira do Juncal”, mais simples nas formas e na decoração. Filomena Martins, licenciada em História, explica ainda que a importância que a fábrica adquiriu levou o fundador a solicitar autorização à rainha D. Maria I para usar as Armas Reais por cima da porta da fábrica, em 1782, o que veio a suceder dois anos depois. Destruída durante as Invasões Francesas, foi reconstruída em 1811 por José Ro- drigues, que estabeleceu, mais tarde, sociedade com José Luís Fernandes, que a passou a administrar após a sua morte, em 1924. Filomena Martins diz que, em 1837, a Real Fábrica do Juncal, continuava a figurar nas estatísticas como a única fábrica de louça branca do distrito. A empresa pertenceu ainda a mais duas gerações da família: Bernardino da Fonseca e, mais tarde, ao seu filho José Calado da Fonseca, que viria a encerrá-la em 1876 para se dedicar à agricultura.

Fábrica de Louça José dos Reis
O comerciante de louça José dos Reis fundou a primeira fábrica de cerâmica de Alcobaça, em 1875. Oriundo de Coimbra, terá procurado Alcobaça com o objectivo de produzir faiança para mercados que, de outra forma, não poderia abastecer, devido à distância, conta Jorge Pereira de Sampaio, director do Mosteiro de Alcobaça e mestre e doutor em História da Cerâmica Portuguesa. Fabricava louça pintada e estampilhada em barro branco decorada com paisagens com casarios e árvores ou flores pintadas a preto, azul ou cor-de-rosa. Em 1900, foi adquirida por Manuel da Bernarda Junior, construtor civil, e deu origem à Raul da Bernarda & Filhos.

Raul da Bernarda & Filhos
Nos primeiros tempos, a empresa fabricou manilhas, azulejos de revestimento, produtos que Manuel da Bernarda usava na sua actividade de construtor, lê-se na “Gazeta das Caldas”. Mais tarde, acabaria por ficar a cargo do irmão, Raul da Bernarda. Jorge Pereira de Sampaio, especialista em cerâmica portuguesa, diz que a Raul da Bernarda e a Olaria de Alcobaça acabariam por criar um estilo de louça artística de Alcobaça, em que o azul era a cor predominante. Acrescenta ainda que houve vários operários que saíram da Raul da Bernarda para criar outras fábricas, como a Pereira & Lopes, Elias & Paiva, Vestal, Pombo & Almeida Ribeiro ou Pedros.

Olaria de Alcobaça
Silvino da Bernarda, António Vieira Natividade e Joaquim Vieira Natividade fundam a Olaria de Alco- baça, em 1927. “Inovam no processo produtivo, criando peças inspiradas na cerâmica portuguesa dos séculos XVII, XVIII e XIX”, explica Jorge Pereira de Sampaio. Como motivos decorativos eram utilizadas quadras, de inspiração tipicamente coimbrã (ratinhos), e figuras humanas. A principal matéria-prima era o barro dos Capuchos que, após a cozedura, apresentava um aspecto rosado. Mais tarde, foi substituído por pasta branca. De um modo geral, a cor predominante era o azul, sobretudo nos modelos de influência seiscentista. Encerrou em 1984.

Museu da Cerâmica perpetua memórias desde o séc. XIX
Recentemente inaugurado, o Museu de Cerâmica de Alcobaça apresenta cerca de 250 peças, desde 1875 à actualidade, encontrando-se acessível em português, espanhol, francês, inglês e alemão. Jorge Pereira de Sampaio, especialista em cerâmica, diz que este espólio representa parte de uma das mais importantes colecções privadas de cerâmica portuguesa, desde o séc. XVIII à actualidade, constituída por cerca de 1.400 peças. “Além da exposição inicial, temos exposições temporárias e a peça do mês”, explica. Quem tiver interesse em conhecer as peças de cerâmica que integram a colecção Pereira de Sampaio, colecionadas ao longo de cerca de 60 anos pelos seus pais, Maria do Céu e Luís, pode fazê-lo gratuitamente, embora as visitas sejam por marcação. A família Pereira de Sampaio disponibiliza ainda residências artísticas e científicas, numa casa anexa ao museu.


terça-feira, 20 de maio de 2014

POR ATALHOS

 Numa das das minhas caminhadas dominicais pelas montanhas adjacentes à minha zona de residência, encontrei umas estruturas de estufas que me deixaram pasmado, e a tentar encontrar respostas para um porquê, que me deixou a imaginação perplexa.
Se é verdade que fiquei surpreendido pela magnitude das estufas, também é verdade que não consegui compreender o porquê do design do sistema de  irrigação das mesmas.
As estufas foram construídas num local em que são abastecidas pela luz do sol a maior parte do dia e com boa inclinação para escoamento de águas, em caso de chuvas torrenciais, como no local não existe qualquer tipo de nascente de água, foi construído no local, um lago artificial. 
Achei a ideia muito inovadora, tanto nesta localidade, como em muitas outras espalhadas por todo o país, que ajudam os agricultores a poderem cultivar hortaliças e vegetais durante os meses mais frios, em torno não ficando Portugal tão dependente dos importações vindas da vizinha Espanha. 
O que me deixou um pouco confuso, foi de o lago artificial construído para receber e reservar as águas da chuva, ter sido construído na parte mais baixa das estufas! 
Nas horas do regadio, como não há electricidade no local, um potente gerador a diesel bombeia a água montanha acima, água que é depois descarregada para os canos do sistema de rega instalados dentro das estufas.
A minha pergunta é simples; não seria mais fácil construir o lago na parte superior das estufas, e usar a gravidade para levar a água ao seu destino final, a custo zero?
A minha intenção não é criticar a ideia inovadora das estufas, estou apenas a colocar a questão, para ver se existe alguma lógica para este conceito por mim desconhecido.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

ARCHEOLOGY CURIOSITY

This morning I decided to go for a walk alongside the coast, to enjoy the warmer temperatures and take a few pictures. As I descended upon a cliff near the water, on a secluded, yet beautiful part of coast, I noticed what appeared to be an old wall/ruin, protruding through the sand and vegetation.
At first I didn’t think much of it, as I got closer to it however; I realized this wall was manmade; apparently it had been buried under the sand for some time and got exposed by the excessive amounts of rain we’ve had in Portugal the last few weeks, which have caused some eroding to the dunes on our coastline.
It seems rather unusual for someone to have built a home this close to the ocean, there is also the possibility the ocean wasn’t   this close to the shoreline centuries ago though.
I am curious about archeology, but the extent of my qualifications as an archeologist does not go much past curiosity, today though, for a few minutes, I suddenly became Albert Tobias Clay.
Everywhere I looked there was an artifact and I didn’t even have to do any digging. I gathered a couple of hands full of items and headed home to take these pictures and catalogue the items as best as I know how.
My plan is to return to the site armed with some homemade tools, to see what else I might be able to unearth on this site, but the truth be said, I’m not even sure  there’s any historical value to these items.
I hope you enjoy the pictures and my story and please stay tuned for a follow-up, after my next archeology curiosity expedition.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

PEDAÇOS DE MIM

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraído até o bastante
não paro por um instante


Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu não dei 

Tenho saudades
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo a viver e aprendendo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

SE AS PAREDES TIVESSEM OUVIDOS


À mais de cinco mil anos que várias civilizações começaram a deixar gravados os maiores eventos e acontecimentos, geração após geração, uns através de pinturas em cavernas, outros esculpidos em lápides de pedra ou até mesmo em pele de animais.
Mas toda essa história podia ter sido multiplicada milhares  de vezes através das civilizações mais recentes e baseada , não só nas pessoas consideradas mais importantes nas sociedades, como reis, ditadores, ministros ou algum doido varrido que tenha causado alguma atrocidade contra a sociedade ou ambiente, mas baseada também nos cidadãos comuns.
Ora se por exemplo, nesta casa,  retratada para a história que aqui partilho com os meus leitores, parte da cultura dos seus abitantes fosse manter um diário comum, para que todos, todos os dias, escrevessem os acontecimentos das suas vidas, casas como esta teriam imensas histórias para nos contar.
Imaginemos só uma casa com duzentos anos de história, começando pela família que a construiu, a documentarem todos os acontecimentos do seu dia a dia durante duzentos anos, quem ali nasceu e morreu, os momentos de tristeza e os de alegria, informação sobre os que partiram em busca de uma vida melhor, o seu regresso e os que nunca regressaram.
Cada casa seria sem dúvida, um livro de histórias, histórias sobre pessoas e acontecimentos diferentes. 
Quem não gostaria de poder ir à casa onde os seus antepassados viveram e poder ler tudo sobre as suas vidas, as suas histórias, e porque não ler as histórias de outras famílias, noutras casas!
Na minha opinião, é bem melhor ler uma história baseada na realidade, que ler um livro de ficção, com uma história inventada. 
Mas até que isso aconteça, limito-me apenas a parar em frente a casas como esta e tentar imaginar, quem ali nasceu, quem ali viveu, quem ali morreu, como seriam passados os seus melhores e piores dias, enfim, tento imaginar nuns escassos momentos, o que nessa casa fez história durante duzentos anos, e tento de alguma forma, inserir alguma realidade numa história que sem factos documentados, passa esta também a ser ficção, por ser por mim transcrita através da minha imaginação. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ALTERAÇÕES NO CANAL

Será que Correia de Jesus ainda se lembra dum tal jovem presidente do YPACC, (José Carvalho) que o convidou a visitar o Portuguese American Community Center de Yonkers (NY) em 1992, para uma reunião, e na mesma perguntou, ao então Secretário do Estado para as comunidades, se os Portugueses dos EUA eram cidadãos de segunda? É que no início dos anos 90, os jogos de futebol de Portugal, eram transmitidos de borla para todo o mundo através da RTPi, menos para a América do Norte. Nós, emigrantes nos EUA, pagava-mos cerca de $350.00 por cada transmissão ao vivo através da Seabra TV. Não sei se foi mera casualidade, mas após o regresso do Sr. Ministro a Portugal, os jogos começaram a ser emitidos para os EUA através da RTPi, sem custos. Apenas me resta pedir desculpa ao Sr. Ministro pela minha frontalidade e também agradecer o lindo estojo com as medalhas dos descobrimentos que me ofereceu. Hoje em dia, existem várias opções para aderir a canais televisivos de Portugal, nomeadamente a Dish Network e Cablevision, a preços acessíveis. Graças ao avançamento tecnológico no mundo, a maioria dos emigrantes Portugueses, guardam hoje os seus rádios de onda curta, apenas como relíquias. 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

LIMPEZA ORAL



Era ainda madrugada

Barbeado e cara lavada

Saí pra ir ao Dentista

Sentei me no cadeirão 

Ela assume a posição

E eu perdi-a de vista.


Foi um eclipse total

Comecei-me a sentir mal

Não podia respirar

A Doutora nem repara

Que me tinha tapado a cara

E que eu estava quase a abafar.


Dei-lhe um pequeno empurrão

Mexeu-se um pouco, e então

Eu consegui respirar

Pensei; mas isto será normal?

Isto è limpeza dental!

Ou vim aqui pra mamar?


Retira da sua mesa

O aparelho de limpeza

E eu a perder o juízo!

Achei a posição rara,

Ter duas mamas na cara

Perto do dente do siso.


Mas no meu ponto de vista

Se houvesse assim mais dentistas

Como esta profissional,

 Não lhes faltavam fregueses

E havia mais portugueses

A cuidar a saúde oral.




sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

CICO, THE STRAY

I purchased a compost box, to make use of my food scraps and yard waste, thus using the compost to organically grow my own vegetables. A few nights after putting the box together, I found the compost box door ajar and thought the wind had blown it open. I put the cover back on, only to find it open yet again the following morning.
I started thinking; it must be Luisa, my neighbor’s cat! I found that to be rather unusual though, since Luisa gets plenty of food at home and is well cared for by her owners. The only crime I can accuse Luisa of, is using my freshly laid turf soil as a litter box. But hey, that’s part of the food cycle, besides; she doesn’t cause as much damage as any other cat would, since she only has three legs. You see; Luisa got one of her front paws caught in a trap and her owners had to have it amputated.
I was touched when I heard the story, since I didn’t think people in Portugal cared this much for their pets.
Getting back to my compost box though, I had to exclude Luisa as the culprit, since I placed a large brick in front of the door, which ended up opened again the following morning. Luisa is very smart and agile, but couldn’t possibly have enough strength on one paw, to remove the 15lb brick I had placed in front of the compost box door. But if not Luisa, who was getting into my compost box?
While having lunch at my other neighbor’s house on New Year’s day, I noticed a large dog eating scraps in their back yard, when I pointed it out to my neighbor, he told me he’s been throwing scraps out in his back yard to feed this poor dog, which was apparently abandoned in our neighborhood, by some heartless person.  
It really touched my heart when I saw the poor animal, tail between his legs, eating a few bones my neighbor was kind enough to have given him.
As I was watching him eat, I figured I had found who was getting into my compost box; I also asked myself a question, where is this poor dog getting his next meal from?
After getting home that evening, I cut up a piece of beef, added a bone I had used to make soup and placed both on a plate underneath my BBQ canopy, since it was raining, I didn’t want the meat to get wet.
Early the next morning, I came downstairs to my office, looked out the window and notice the compost box door was still closed, as I had left it the night before. I decide to get my camera and set it up on the tripod, hoping perhaps, I catch a bird bathing in my bird bath, it would be a perfect opportunity for me to take some picture of nature, since it is one of my favorite hobbies.
 As I return to the window to finish setting up the camera, I noticed the compost box door was now open. How could this be? I had just looked at it, less than ten minutes ago and it was closed! I thought whoever opened the door was probably still around and decided to stay by the window for a few more minutes. It didn’t take long, as I turned the camera on, the same dog I observed in my neighbors yard New Year’s Day, showed up by my patio. At first, he didn’t find the food I had set out for him; it looked as if he was about to leave, but men’s best friend has something going for him, their acute since of smell.
Without warning, he lifted up his head, has if someone was calling him, turned around and headed straight for the food plate I had left for him. He ate the beef on the spot, then took the bone out to the yard and chewed on it for a few minutes, until it was all gone.
 From this day forward, I will continue to set out food for Cico, (yes Cico, that’s what I decided to name him) If all goes according to plan, Cico won’t be tearing down my compost box door again and as he gains confidence around my place, I will try to approach and pet him.
I just think, heartless people  such as his previous owners, shouldn’t be able to own a pet, if they just plan on abandoning it, when it’s no longer convenient for them to have one. In reality though, I don’t know who abandoned this dog, nor do I know their situation and struggles in life! Lacking that information, I just have to give them the benefit of the doubt.

After all, their loss can end up being my gain and there is a good chance, Cico and I can end up spending many happy years together.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

(SAÚDE) VALE A PENA LER

A Lifelong Fight Against Trans Fats

In 1957, a fledgling nutrition scientist at the University of Illinois persuaded a hospital to give him samples of arteries from patients who had died of heart attacks.

When he analyzed them, he made a startling discovery. Not surprisingly, the diseased arteries were filled with fat — but it was a specific kind of fat. The artificial fatty acids called trans fats, which come from the hydrogen-treated oils used in processed foods like margarine, had crowded out other types of fatty acids.

The scientist, Fred Kummerow, followed up with a study that found troubling amounts of artery-clogging plaque in pigs given a diet heavy in artificial fats. He became a pioneer of trans-fat research, one of the first scientists to assert a link between heart disease and processed foods.

It would be more than three decades before those findings were widely accepted — and five decades before the Food and Drug Administration decided that trans fats should be eliminated from the food supply, as it proposed in a rule issued last month.

Now, Dr. Kummerow (KOO-mer-ow) is still active at age 99, living a few blocks from the university, where he runs a small laboratory. And he continues to come to contrarian conclusions about fat and heart disease.

In the past two years, he has published four papers in peer-reviewed scientific journals, two of them devoted to another major culprit he has singled out as responsible for atherosclerosis, or the hardening of the arteries: an excess of polyunsaturated vegetable oils like soybean, corn and sunflower — exactly the types of fats Americans have been urged to consume for the past several decades.

The problem, he says, is not LDL, the “bad cholesterol” widely considered to be the major cause of heart disease. What matters is whether the cholesterol and fat residing in those LDL particles have been oxidized. (Technically, LDL is not cholesterol, but particles containing cholesterol, along with fatty acids and protein.)

“Cholesterol has nothing to do with heart disease, except if it’s oxidized,” Dr. Kummerow said. Oxidation is a chemical process that happens widely in the body, contributing to aging and the development of degenerative and chronic diseases. Dr. Kummerow contends that the high temperatures used in commercial frying cause inherently unstable polyunsaturated oils to oxidize, and that these oxidized fatty acids become a destructive part of LDL particles. Even when not oxidized by frying, soybean and corn oils can oxidize inside the body.

If true, the hypothesis might explain why studies have found that half of all heart disease patients have normal or low levels of LDL.

“You can have fine levels of LDL and still be in trouble if a lot of that LDL is oxidized,” Dr. Kummerow said.

This leads him to a controversial conclusion: that the saturated fat in butter, cheese and meats does not contribute to the clogging of arteries — and in fact is beneficial in moderate amounts in the context of a healthy diet (lots of fruits, vegetables, whole grains and other fresh, unprocessed foods).

His own diet attests to that. Along with fruits, vegetables and whole grains, he eats red meat several times a week and drinks whole milk daily.

He cannot remember the last time he ate anything deep-fried. He has never used margarine, and instead scrambles eggs in butter every morning. He calls eggs one of nature’s most perfect foods, something he has been preaching since the 1970s, when the consumption of cholesterol-laden eggs was thought to be a one-way ticket to heart disease.

“Eggs have all of the nine amino acids you need to build cells, plus important vitamins and minerals,” he said. “It’s crazy to just eat egg whites. Not a good practice at all.”

Dr. Robert H. Eckel, an endocrinologist and former president of the American Heart Association, agreed that oxidized LDL was far worse than nonoxidized LDL in terms of creating plaque.

But he disputed Dr. Kummerow’s contention that saturated fats are benign and that polyunsaturated vegetable oils promote heart disease. “There are studies that clearly show a substitution of saturated fats with polyunsaturated fats leads to a reduction in cardiovascular disease,” said Dr. Eckel, a professor at the University of Colorado.

Robert L. Collette, the president of the Institute of Shortening and Edible Oils, a trade association, says oil manufacturers work with their customers to take precautions against oxidation.

“Oxidation is something that consumers can detect,” he said. “Therefore, it is in everyone’s best interest to control it.”

The long arc of Fred Kummerow’s life and career illustrates the frustratingly slow pace of science and the ways in which scientific conformity can hinder the search for answers. Born in Germany just after World War I broke out, he moved to Milwaukee with his family when he was 9. His father, who worked at a cement block factory, did not have the money to send him to college, so Dr. Kummerow worked full time at a drug distribution company while attending the University of Wisconsin in the evenings. After he earned a Ph.D. in biochemistry, his first job was at Clemson University in South Carolina, where he helped prevent thousands of deaths in the South from pellagra, a disease resulting from a deficiency of vitamin B3.

His early research on trans fats was “resoundingly criticized and dismissed,” said Dr. Walter Willett, the chairman of the nutrition department at the Harvard School of Public Health, who credited Dr. Kummerow with prompting his desire to include trans fats in the Nurses’ Health Study. A 1993 finding from that study, which showed a direct link between the consumption of foods containing trans fats and heart disease in women, was a turning point in scientific and medical thinking about trans fats.

“He had great difficulty getting funding because the heart disease prevention world strongly resisted the idea that trans fats were the problem,” Dr. Willett continued. “In their view, saturated fats were the big culprit in heart disease. Anything else was a distraction from that.”

At an age when life itself is an accomplishment, Dr. Kummerow said he had no intention of stepping away from the work that has consumed him for six decades. He continues to work from home and talks daily to the two scientists who work in his lab, which receives funding from the Weston A. Price Foundation.

His wife of 70 years, Amy, died last year at age 94 from Parkinson’s disease; he has three children, three grandchildren and a great-grandchild.

He takes no medications, and his mind shows no sign of aging: He has an encyclopedic recall for names, dates and, more impressive, complex scientific concepts. After his muscles became inflamed from a blood pressure drug that he has since stopped taking, he started using a wheelchair combined with a walker.

His most significant health problem, appropriately enough, was an artery blockage at age 89 — probably a result of the inevitable effects of aging, not diet.

Bypass surgery took care of the blockage, and the fact that he now has an artery from his arm running into his heart has made him even more determined to keep working. Heart disease remains the leading cause of death for Americans, and he would like to stick around to continue funding research that will help change that.

“What I really want is to see trans fats gone finally,” he said, “and for people to eat better and have a more accurate understanding of what really causes heart disease.”

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

POEMA DO DIA

Afastava-se o meu ser, ano após ano,
E a minha alma, partindo-se, ficava,
Quando meu ser da memória a debuxava,
Por não poder sustentar-se desse engano.
Por uma praia do vasto oceano
Sobre um curvo cajado me encostava,
E os olhos pelas águas alongava,
Que pouco se doíam desse dano.
Pois com tamanha mágoa e saudade,
(Dizia) quis deixar-me a que eu adoro,
Por testemunhas tomo céu e estrelas.
Mas se vós, ondas, tendes piedade,
Levai também as lágrimas que choro,
Pois assim me levais a causa delas.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Vai um cafézinho, com telha....na tola!


A Praça Rodrigues Lobo, no coração de Leiria, é um local edial para quem gosta de relaxar e saborear um bom café, numa das várias esplanadas que esta linda cidade tem para nos oferecer.
Embora tenha tido um episódio menos agradável, numa dessas esplanadas, quando duas meninas de raça Romena me tentaram furtar o meu telemóvel, eu continuo com a minha teimosia, que Leiria, se não for mesmo a cidade mais segura e limpa de Portugal, deve seguramente, estar bem perto do topo.
Por motivos da segurança dos cidadãos que, como eu, gostam de usufruir do melhor que esta cidade tem para nos oferecer, quero partilhar com os leitores, um alerta que pode, eventualmente, salvar a vida de alguém. É que numa dessas esplanadas, na Praça Rodrigues Lobo, existe uma espécie de ratoeira, que poderá inevitavelmente causar danos incorrigíveis, se não mesmo a morte, a um ou uma insuspeitável cliente.
As fotos inseridas neste email, dão para ver o estado de degradação do prédio, embora seja muito mais evidente, quando visto a olho nu no local.
O esplanada do café, até não tem má aparência, mas quem, como eu, anda sempre com um olho no burro e outro no cigano, deverá com certeza aperceber-se, que os andares superiores do prédio estão em estado de degradação, com vidraças partidas e a parte do telhado que sobresai sobre a esplanada do café, já lhe caíram duas telhas e pouco deve faltar para que outras caiam.
Caso não sejam efectuadas as devidas reparações, espero que as telhas ao cair, caiam no dia de encerramento do café. 


sábado, 30 de novembro de 2013

Poema do dia

Aquela triste e leda madrugada,


Cheia toda de mágoa e de piedade,


Enquanto houver no mundo saudade,


Quero que seja sempre celebrada.


Ela só, quando amena e marchetada


Saía, dando à terra claridade,


Viu apartar-se de uma outra vontade,


Que nunca poderá ver-se apartada.


Ela só viu as lágrimas em fio,


Que de uns e de outros olhos derivadas,


Juntando-se, formaram largo rio.


Ela ouviu as palavras magoadas


Que puderam tornar o fogo frio


E dar descanso às almas condenadas.

domingo, 17 de novembro de 2013

PROSTHETICS IN THE DEEP

While visiting my cousin in Northern Portugal this week, he shared some stories with me that left me (ROFL) rolling on the floor laughing. Besides an orthodontist, I don’t believe there's any one person in the world with so many denture adventures as he. In fact, he doesn't even wear dentures; he is actually, a young looking 74 year old.
It seems whenever someone with falsies visits him, or he and his wife volunteer to give someone a ride, my cousin ends up on the most unusual searches for their guest’s fake teeth. 
Out of several stories he shared with me, I picked the following two, as the best denture stories I've ever heard and decided to document the events.

1.         Just before coming to Portugal from England on Holiday, on October 2001, my cousin and his wife offered an elderly lady a ride back home to visit her sister in Lisbon. The trip went well, for the most part, but her sister didn't have a big enough home to provide her accommodations during her stay in Portugal. My cousin offered, and she accepted, to stay at their house in northern Portugal, until their return to England. The roads leading up to Arcos de Valdevêz are fairly straight and well maintained, from Arcos to their final destination however, the nine kilometers of road  leading to Boimo, is comprised of over sixty sharp turns, necessary to manage the mountainous landscape.  Their elderly hitcher managed not to get motion sickness, or should I say, almost managed not to get motion sickness the entire trip. Kilometer eight was just too much to bear and she had to grab a barf bag to empty some of her stomach contents. My cousin pulled over, to allow the rather embarrassed passenger to dispose of her sour barf out the car window and into a ravine of prickly wild blackberry bushes. Just a few minutes later, as they unloaded their luggage at my cousin’s house, their guest realizes she's missing her precious choppers. My cousin's wife suspects she accidentally spat them into the barf bag and summoned my cousin to go look for the bag and search through its contents to try and find the dentures. After digging through the prickly bushes, he finds the barf bag, dumps its contents and among them, the choppers. Unfortunately, they were broken into two pieces during impact. After a quick trip to the orthodontist, the old geezer was able to get the dentures repaired and enjoy some delicious food during her stay. 


2.        On Augusts’ 2002 vacation, my cousin has yet another denture adventure, this time it was his wife's aunt, whom they invited to spend a few days at their home away from home, in Boimo. According to my cousin, his wife's aunt, gorged herself during lunch, as if she hadn't ate in years. Once the meal was consumed, his 80 year old aunt, retired to an upstairs bedroom, to allow her stomach time to devour its contents. Her 80 year old stomach muscles were unable to handle the heavy load and she finds herself praying to the porcelain gods, emptying some of her stomach contents into the toilet bowl. After releasing some of the food she had over indulged, she quickly flushed the toilet, not realizing she was also flushing her precious teeth into my cousin’s septic system. Once their guest awoke from her afternoon nap, she realized her dentures were missing and went to her niece in desperation and told her she must have accidentally flushed her dentures down the toilet. Younger niece quickly runs to her hubby (my cousin) to tell him of the incident. Being the gentleman my cousin is he wasted no time removing the septic tank lid in an attempt to find his aunt's missing teeth. My cousin was very disappointed to see the septic tank was nearly full, the disappointment was greater the moment his wife handed him a bucket and asked he start emptying out the tank. Bucket after bucket, my poor cousin empties out the septic tank onto the trail next to his back yard. I can just imagine the stink this caused on a hot summer day. To make matters worse, he got to the bottom of the tank without finding the dentures. That's when he decides to go flush the toilet once more, sure enough, out came his aunt's pearl white teeth. Sure there were some food waste particles stuck between some of the teeth, nothing a good tooth brush couldn't fix. As for my cousin, he swears he was unable to have dinner that night, as he watched his aunt chewing her food, with the same teeth he had removed from the crapper that afternoon.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O PÔNEI EXPRESSO



Qual será a margem de erro considerada aceitável pelo US Postal Service, CTT ou de qualquer outro serviço de correios no mundo? Será que cada vez que mandamos uma carta pelo correio tradicional, temos que nos preocupar se a mesma chegará ao seu destino final? Analisando bem os primeiros seis meses do meu regresso a Portugal, no que a correio tradicional diz respeito, vejo o correio tradicional por cá, com uma margem de erro deslumbrante. 
Entre Maio e Novembro, recebi aproximadamente doze cartas, três das quais tinham sido abertas na tentativa de furto. Os CTT fizeram a entrega das mesmas, dentro de um envelope plástico transparente, com um uma senha a indicar que as cartas tinham sido abertas na tentava de furto. As três cartas foram enviadas em datas diferentes, por isso mesmo, não se trata apenas de uma ocorrência isolada. A quarta carta, que me foi enviada dum tribunal dos Estados Unidos, da qual compartilho uma foto, foi enviada para Taipei, em Taiwan.  A direcção estava escrita corretamente, com código postal, cidade e país, como podem ver na foto inserida, a mesma foi entregue dois meses após ser enviada. 
Resumindo; isto, dá uma margem de erro de cerca de 33%. 
Sempre que possível, uso a internet como meio de comunicação, pois com esta margem de erro exibida pelos serviços de correios tradicionais, penso que até o pônei expresso devia ser mais fiável.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

POEMA DO DIA

Quando o Sol encoberto vai mostrando
Ao mundo a luz quieta e duvidosa,
Ao longo de uma praia deleitosa
Vou na minha inimiga imaginando.
Aqui a vi, os cabelos concertando;
Ali, com a mão na face tão, formosa;
Aqui falando alegre, ali cuidosa;
Agora estando quieta, agora andando.
Aqui esteve sentada, ali me viu,
Erguendo aqueles olhos, tão isentos;
Aqui movida um pouco, ali segura.
Aqui se entristeceu, ali se riu.
E, enfim, nestes cansados pensamentos
Passo esta vida vã, que sempre dura.