quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

“FÉRIAS EM REBAIXA”


O novo ano chegou, agora voltamos costas ao passado e começamos a planear o futuro. Quais são os vossos planos para 2011? Umas ferias nas Caraíbas, (eu prefiro Portugal) ou no Oriente? Qualquer que seja a vossa aventura, preparem todos os detalhes com antecipação suficiente para que possam desfrutar ao máximo do que quer que esteja nos vossos planos.
Hoje vou falar sobre férias em Portugal e algumas mediadas que devem tomar para, não só poupar dinheiro, mas desfrutar as ferias ao máximo. Eis algumas dicas que quero com-partilhar.
1) Sempre que possível, reserve as suas passagens antecipadamente, por exemplo; se tenciona viajar no verão, compre os bilhetes entre quinze de Janeiro e quinze de Fevereiro.
Não se limite apenas a uma companhia aérea, na épocas altas, especialmente no verão, há varias opções. No verão de 2010, viajei na US Airways em Agosto, de Chicago para Lisboa, com escala em Philadelphia por 750 dólares. Passageiros no mesmo voo, disseram me que pagaram 1300, Philadelphia-Lisboa. Normalmente eu compro bilhetes através da Internet, mas um agente de viagens também lhe pode conseguir bons preços se marcar a passagem com ante-cedência.
Também vale a pena considerar seguro para o bilhete, em caso de emergência será lhe devolvido o montante pago pelo bilhete. O preço deste seguro anda a volta de 90 dólares por bilhete.
2) Se necessita de alugar automóvel, é preferível reservar o mais breve possível depois de comprar a passagem de avião. Se o fizer através da Internet, faça várias pesquisas durante uma ou duas semanas, até encontrar uma promoção. Promoções podem reduzir o custo do aluguer entre 30 a 40 porcento. Ao levantar a viatura, normalmente será lhe oferecido um seguro suplementar a um custo bastante elevado, eu sempre recuso esse seguro, o seu cartão de crédito, (obrigatório para pagar o aluguer) fornece seguro ao usar o cartão, o American Expresse, oferece a melhor cobertura.
3) Eu prefiro levar dinheiro em nota, se usar o cartão de crédito ou debito, embora o banco diga que não impõe custos sobre o uso do cartão, há sempre uma tarifa de transacção internacional. no norte de Portugal, varias agências de viagens, fazem cambio ao dólar ao preço corrente do cambio bancário sem impor qualquer custo por execução do cambio, os bancos todos cobram para fazer cambio a dinheiro estrangeiro.
4) Uma vez que a viagem e o automóvel estão reservados, podemos começar a planear as férias, a situação ideal e ter familiares em Portugal que estejam disponíveis a preparar uma cana por uns dias. Caso este cenário não seja possível, em cidades mais pequenas, existem residenciais a preços moderados, limpas e com ambiente familiar. Eu paguei uma media de 40 Euros por noite. Estas residenciais, em geral, não aparecem nos sites de turismo mais populares da Internet, mas se for persistente na busca, encontrará varias e também número de telefone para contactar e fazer reservas sem qualquer depósito.
5) Agora faltam os comes-e-bebes; mantenhas-se distante de restaurantes muito finos, em geral são mais caros e servem pior. Pergunte a locais onde se come melhor, e os melhor preços, recordes-se que os locais fazem a sua vida diária ali e sabem onde comer melhor e mais barato. E porque não substituir uma e outra refeição por algo mais saudável e grátis, no norte de Portugal, os dias que queira passar mais perto da natureza, delicie-se com as muitas variedades de amoras (custo zero) e outros frutos silvestres. Já mais a sul do país, mais precisamente no Algarve, encontrei varias figueiras perto de algumas praias em Albufeira, aparentemente abandonadas, eu pelo menos parei, comi e não me pareceu que estes árvores de fruta deliciosa fossem de alguém em particular.
6) No verão em Portugal as festas são abundantes por todo o país, na sua maioria a custo zero. Porque não gozar das belas praias durante o dia e á noite desfrutar de lindos arraiais quase sempre com boa musica e os tradicionais petiscos a custos bem moderados.
7) Mas mantenha-se atento, nós os portugueses, somos um povo muito humilde e acolhedor, mas no que a conduzir diz respeito, temos muitas léguas a percorrer para alcançarmos o civismo nas estradas.
Boas ferias, boa poupança.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O preço da pressa



Em 1971 uma viagem por transportes públicos entre Arcos de Valdevez e a estação de comboios de Santa Apolónia em Lisboa, demorava aproximadamente 14 horas. O percurso, por mim percorrido varias vezes, iniciava se em Santa Apolónia por volta das 2300 horas. Após serem arrumadas as malas no compartimento de bagagem, verificar que todos os passageiros estavam correctamente sentados nos seus lugares, o cobrador de bilhetes apitava os eu assobio para dar sinal ao maquinista para fechar as portas do comboio e dar inicio a primeira etapa da viajem ferroviária em direcção ao Entroncamento.
No Entroncamento, comboios precedentes de varias localidades, preparavam-se para receber passageiros oriundos de Lisboa, que aí iriam dar inicio á segunda etapa ferroviária da sua viagem. No meu caso, era apenas uma espera de cerca de vinte minutos, ate que os passageiros que o seu destino era outro que não o Porto, mudavam para outro comboio.
Depois de concluídas as transferências, o comboio cujo destino era o Porto, dava inicio a etapa mais longa da minha viagem.
Cerca das 0600 horas o comboio chegava finalmente á estação ferroviária de campanha, no Porto.
Desta vez, o comboio em que eu viajava atingia o seu destino final, aqui, recolhia a minha pequena mala e transferia-me para um comboio que fazia a carreira ferroviária entre Porto e Braga.
Mesmo sem querer, forçosamente recuava uns anos valentes no tempo, ao entrar no comboio com bancos e carroçarias construídas todas em madeira e uma locomotiva a vapor construída no século dezanove. A velocidade desta locomotiva, em comparação com as eléctricas e a gasóleo, em circulação para outros destinos, era como uma tartaruga a fazer uma corrida com uma lebre.
Depois das caldeiras de agua da locomotiva atingirem o ponto ideal, o maquinista, soltava duas apita delas do apito a vapor e dava inicio ao “pouca terra, pouca terra, chu chu” característico destes comboios.
Este comboio transitava a uma velocidade tão reduzida que alguns dos passageiros das carruagens dianteiras, saíam, apanhavam uvas, que eram abundantes nesta região, e conseguiam re-entrar no comboio, numa das carruagens traseiras.
Finalmente, cerca das 0930 horas, o meu percurso ferroviário tinha o seu termo na estação ferroviária de Braga. O transporte para chegar a Arcos de Valdevez (meu destino final) era um autocarro antigo, de cores verde claro com faixas de um verde mais escuro e letras em preto, descrevendo o nome da empresa, “SALVADOR ALVES PEREIRA”.
Depois de uma espera de cerca de trinta e cinco minutos, o autocarro partia, direcção Arcos, a chegada era cerca das 1230 horas, o que punha termo a uma viagem que durava cerca de catorze horas.
Hoje em dia, das varias alternativas de transportes disponíveis para fazer este percurso, a mais favorita é a viagem de automóvel, que para os mais atrevidos ao volante, conseguem concluir em, quatro horas, ou menos.
No período 1970-1997, os óbitos resultantes de acidentes de transito de veículos de motor registaram um acréscimo de 145,3%, e esta é mesmo a principal causa de morte para os indevidos com idades entre os 15 e os 29 anos.
Será assim que queremos pagar o preço da pressa?

sábado, 1 de janeiro de 2011

"FUGIR À CRISE"


Agora que terminou o ano 2010, vamos reflectir no passado e desejar que 2011 traga a todos os Portugueses, e não só, mais prosperidade, felicidade e acima de tudo bom senso para poder decidir bem, nas horas certas.
Hoje em dia é uma raridade ligar a televisão,ou ler um jornal e não se ouvir falar, ou ler, sobre a crise que se atravessa em Portugal, especialmente nos canais e jornais portugueses, mas também já se arrasta aos canais de perfil mundial. É verdade que a crise existe, mas será que existe apenas em Portugal? Não me parece! Depois de ter tido a oportunidade de passar 30 dias em Portugal em 2010, deu para reparar que o que chamam viver mal em Portugal hoje em dia, era vida de rico em 1960. Quinhentos Euros de ordenado mínimo não é, de modo algum, o que se possa chamar um ordenado generoso, mas dá para viver, ainda que com algum esforço. Eu ainda sou do tempo em que se ganhava Mil e Duzentos Escudos por mês em Portugal, talvez o equivalente a Cem Euros de hoje, e dava. Claro que nesse tempo não tinha que me preocupar com a conta do telemóvel, prestação automóvel, e outros luxos, tudo isso tem o seu preço. Então para quem vive em Portugal e pensa que Quinhentos Euros não são suficiente para viver uma vida mais ou menos desafogada, vamos levantar a cabeça e preparar nossos filhos academicamente, para que pelo menos eles, possam exigir mais ordenado pela sua formacão profissional, e não apenas criticar o governo por não aumentar o salário mínimo. É que quando um patrão tem que pagar um ordenado mais elevado, por mão de obra sem formação técnica, esse custo é sempre transferido ao consumidor, o consumidor somos nós, os que ganhamos Quinhentos Euros.
Anos a fio, milhares de Portugueses defraudaram o governo de milhares de Euros através de reformas a que não tinham direito, alguns a receber subsídios de invalidez, quando estavam em perfeitas condições físicas. Outros recebiam, e continuam a receber pensões em Portugal, a que em meu entender, não tem direito, por já serem reformados em outros países, em certos casos, em três países. Governantes com bom senso de gestão deviriam era; fazer para que investimentos em Porutgal fossem mais atractivos, para tentar cativar uma grande percentagem dos portugueses espalhados pelo mundo, que Portugal é um país; não só bom para visitar, mas também para investir ou até mesmo para viver.
E para os que pensam que a crise é apenas um problema português, não se iludam, há crise espalhada por todo o mundo, há é sim países e pessoas que conseguem manter a crise mais desfarçada.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Historia do sobrenome Carvalho


Aqueles do século XIV, membros da honorável casa dos CARVALHO, viveram no tempo em que uma das maiores façanhas das armas da história de Portugal teve lugar, a saber, a batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385, próxima da assim denominada cidade, localizada no centro de Portugal.

O rei castelhano, Juan I, reclamava a coroa de Portugal. A grande maioria dos portugueses, incluindo muitos dos patrióticos membros da família Carvalho, não estavam dispostos a aceitar um rei castelhano, razão pela qual escolheram como seu líder a João de Aviz, que se iriam juntar à luta que estava para vir por Nuno Alvares Pereira, o "Condestável".

Juan I invadiu Portugal confiante no valor de seu exército, que contava com vinte e dois mil cavaleiros e soldados, e esperava o apoio de nobres portugueses que o tinham como legítimo herdeiro. Ao contrário, João, que tinha sido proclamado rei de Portugal há apenas quatro meses atrás, estava apto para reunir tão somente uns meros sete mil homens.

Não obstante, a prestígio do Chefe Pereira, ganho através de suas vitórias em incursões do ano precedente, inspirou entre a milícia de seus comandados e soldados, os quais podem ter incluído heróicos membros da família CARVALHO, a garantia da necessidade de uma condição de vitória. Uma vez que a direção dos castelhanos tornou-se clara, Pereira propôs um plano que acarretaria no bloqueamento das linhas inimigas em avanço e, então, procederia a ofensiva, tendo manejado seus inimigos em terrenos que anularia a vantagem numérica dos invasores.


A despeito da desconfiança de alguns comandantes portugueses em adotar uma estratégia agressiva contra um oponente numericamente superior, o ritmo dos acontecimentos tiveram poucas alternativas para escolha de ações e os ainda indecisos foram forçados a seguir o audacioso desígnio do Condestável, que saiu de Abrantes com o exército levantado e seguiu para Comar. Os portugueses procederam para prevenir o avanço dos castelhanos em Lisboa e Pereira colocou suas forças numa colina defensiva ao norte e a oito quilômetros ao sul de Leiria. Alí, com encostas ásperas para ambos os lados, a posição defensiva tinha a vantagem da inclinação sobre o campo do atacante.

Os cavaleiros castelhanos, acreditando em sua própria superioridade e ignorantes do terreno, resolveram atacar. O triunfo português em Aljubarrota, uma fonte de honra para todos, incluindo os atuais portadores do nome de família CARVALHO, não só preservou sua independência nacional, mas também marcou a supremacia política das classes burguesas de Portugal, que tinham preparado e feito a revolução de 1383 e escolhera a João de Aviz como rei, demonstrando a vantagem da infantaria, organizadas de maneira democrática, que lentamente iam anulando o valor da cavalaria medieval.


O sobrenome CARVALHO, pertencente a uma antiga família portuguesa, é classificado como sendo de origem habitacional. Este termo se refere aos sobrenomes dos quais a origem se encontra no lugar de residência do portador original. Nomes habitacionais nos dizem de onde foi saído o progenitor da família, seja uma cidade, vila ou um lugar identificado por uma característica topográfica. No que diz respeito ao sobrenome CARVALHO, este é derivado do lugar de nome Carvalho, vila do distrito de Coimbra, aos pés da Serra de Carvalho.

Este sobrenome indica assim que o portador original era natural desta região onde se encontrava árvores de carvalho em abundância. O sobrenome CARVALHO se tornou muito popular, espalhando-se por toda a Península Ibérica. Na Espanha é encontrado na forma de Carvallo. Uma das mais antigas referências a este nome ou a uma variante é o registro de Pelagius Carvalis, que aparece como um dos assinantes de um documento relativo ao convento de monjas de Larvao, em 1131. Pesquisas continuam, e este nome pode ter sido documentado muito antes da data mencionada acima.


Portadores notáveis do sobrenome CARVALHO foram, entre outros: Alvaro de Carvalho, capitão português e governador da prade de Mazagão, que em 1552 a defendeu do ataque de um forte exército mouro; Amador Leal Carvalho, poeta português, citado em 1640; Delfim Carlos de Carvalho, Barão de Passagem, vice-almirante brasileiro, nascido em 1825; e Francisco Gomes de Carvalho, músico brasileiro nascido em 1847.

As armas descritas abaixo foram concedidas à família CARVALHO pelas autoridades apropriadas.

Uma das figuras muito admiradas e reverenciadas pelos portugueses, sem dúvida incluindo passados e atuais membros da ilustre família CARVALHO, é a Santa Elizabeth de Portugal (1271-1336), também conhecida como "A Pacificadora" e "A Rainha Santa". Filha de Pedro III de Aragão, ela foi chamada por sua tia, Santa Elizabeth da Hungria e foi casada com o rei Dinis de Portugal em 1282, um evento conhecido por alguns dos membros da família CARVALHO.

Elizabeth venceu a corrupção e prazeres da corte real, devotando sua riqueza e energia para atividades caritativas. Quando seu filho Afonso empreendeu uma rebelião contra seu pai, Elizabeth bravamente interpôs-se entre os exércitos oponentes efetuando a contento uma reconciliação. Verdadeira para com seu cognome "A Pacificadora", Elizabeth morreu em meio à rota para um campo de batalha, onde esperava conseguir a paz entre seu filho, o rei Afonso IV, e o rei castelhano Alfonso XI. De fato, os portadores do sobrenome CARVALHO podem gloriar-se na rica e colorida história de sua terra, Portugal.


BRASÃO DE ARMAS
De azul, com uma estrela de ouro de oito raios, encerrada numa caderna de crescentes de prata.

Tradução: Azul denota Fidelidade e Verdade. Ouro indica Nobreza e Generosidade. Prata simboliza Pureza.
TIMBRE: Um cisne de prata, membrado e armado de ouro, com a estrela do escudo no peito.
ORIGEM: Portugal

Fonte: The Historical Research Center

sábado, 16 de janeiro de 2010

ESPIGUEIROS / CORN CRIBS



Os espigueiros Americanos pouco te-em de semelhante aos nossos já famosos espigueiros de Soajo, mas alem de serem mais modernos e maiores que os Portugueses, estão em perigo de extinção.
Os nossos espigueiros, construídos de granito, já foram utilizados por varias gerações, e embora já façam mais parte da historia do que do dia-a-dia dos residentes desta vila no interior do Alto Minho, pelo menos da sua grande maioria, com certeza que continuarão a sobreviver a muitas mais gerações.
Não quero com isto insinuar demérito dos espigueiros Americanos, mas não é apenas mera coincidência que os celeiros Americanos são construídos de madeira e os de Soajo de granito, foram apenas dois povos distintos, em eras diferentes, a fazerem uso, como se costuma dizer, da prata da casa.
Quando os colonos começaram por se estabelecer no interior da América, entre 1810-1870, deram inicio ao desmatamento de vastas florestas, para estabelecer terras de cultivo.
A abundância de madeira e falta de pedra, contribuíram para que a arquitetura dos Estados Unidos, seja ainda hoje, mais de 85% baseada em madeira.
Hoje em dia, estes celeiros com uma media de 150 anos de existência, vão desaparecendo da paisagem Norte Americana, alguns apenas por apodrecimento da madeira, outros são desmantelados para vender a vigas que são usadas para adornar salões de recreação, onde é preferido um toque mais rústico de antiguidade.
Assim que os espigueiros de Soajo, com a sua construção de granito maciço, poderão continuar a ser testemunhos da nossa linda historia e cultura por muitos anos, enquanto os Americanos vão sendo substituídos por gigantescas torres, construídas a base de metal

domingo, 3 de janeiro de 2010

FCP Muda o Emblema?



Feliz Ano Novo a todos os Portugueses espalhados por esse mundo fora, que 2010 vos traga muita saúde e felicidades.
Já agora, ouvi uma noticia hoje que achei um pouco estranha, talvez alguém
possa confirmar ou desmentir. Disseram-me que o FCP vai mudar o seu emblema para homenagear ao seu já histórico presidente, será verdade?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

TEMPO DE VINDIMA EM INDIANA








O branco, (colheita 2009) já ferve, e não foi má a colheita este ano, tendo em conta que a vinha foi apenas plantada em 2005, já rendeu cerca de 150 Kg de uva branca, o tinto, essas vão ficar mais uns dias, espero que com isso consigam ficar um pouco mais açucaradas. A estimativa do tinto este ano e á volta de 300 Kg, também já vindimei cerca de 50 Kg de uma uva que amadurece em Agosto, agora e só esperar pelo São Martinho, comprar umas castanhas e ver se valeu a pena todo este trabalho.
Isto pouco tem de interesse para quem ler este blog, por isso aqui vos deixo uma sugestão para a próxima vez que visitarem Portugal, para os que gostem de um passeio lindíssimo na região do Douro.

A Rota do Vinho do Porto foi inaugurada a 21 de Setembro de 1996. Baseados em critérios qualitativos pré - definidos, foram seleccionados e devidamente inscritos 54 locais, situados na Região Demarcada do Douro e freguesias limítrofes, que se encontram directa ou indirectamente relacionados com a cultura vitivinícola
Desta forma, o visitante poderá encontrar desde o pequeno viticultor ao grande produtor de vinhos da Região Demarcada do Douro - Vinho do Porto, DOC Douro, Moscatel e Espumante - podendo visitar as vinhas e adega, provar e comprar vinho e participar em diversos trabalhos vitícolas.

Os serviços estão disponíveis durante todo o ano e as marcações poderão ser efectuadas através da Rota do Vinho do Porto - Associação de Aderentes situada na Largo da Estação - Apartado 113, 5050 - 237 Pêso da Régua - Portugal. O contacto telefónico é o 254 - 324 774 e o fax o 254 - 321 746. O correio electrónico: reservas@rvp.pt ou geral@rvp.pt.

Também podem visitar www.ivp.pt para mais informação, espero que gostem.

domingo, 9 de agosto de 2009

OS CEM ANOS DA "HARLEY DAVIDSON"




Em Agosto de 2003 a Harley Davidson festejava cem anos de existência, na cidade de Milwaukee, centenas de milhares de motoqueiros marcaram presença nesta cidade do estado de Wisconsin para celebrar o evento, e eu, que embora não sendo um motoqueiro ferrenho, não fugi a regra e resolvi fazer a viagem de cerca de 400 quilómetros. Depois de atravessar Chicago e respirar esse ar poluído, deixado pelas enormes filas de automóveis que diariamente se evidenciam nesta cidade, foi vez de começar a deliciar me com o ar muito mais puro de Wisconsin, e admirar todas as suas paisagens, com enormes quintas de vacas leiteiras, campos de milho e feijão de soja, que se estendem quilómetros quase sem fim. Bem, não é por acaso que Wisconsin tem por alcunha "Cheese Land" ou seja, a terra do queijo, com produção a rondar 1250 milhões de toneladas de queijo em cerca de 350 fabricas anualmente.Se realmente é verdade que o queijo faz prisão de intestinos, Wisconsin deve ter um consumo baixo de papel higiénico.
Como o meu Blog é dedicado a Portugal e Portugueses, vamos la então ao moral desta historia. No dia do grandíssimo desfile de motos, patrocinado pela Harley Davidson, foram milhares os motoqueiros que participaram no evento, para meu encanto um dos primeiros grupos do desfile austera uma enorme bandeira Portuguesa, para o publico que ali se encontrava a apreciar tal feito, de certeza que a bandeira das quinas passou quase incógnita, mas a mim deixo me um sorriso na alma, só lamento não ter tirado nem uma foto para poder aqui com-partilhar com todos os leitores deste Blog.
Em Maio 2004, uma das pessoas com quem criei amizades telefonou-me para me dizer que comprasse a revista "Eeasyriders" volume 371, que publicaram a nossa foto na pagina 75, é essa mesma foto que com-partilho convosco neste Blog, e saibam que Portugal esteve bem representado neste grandioso evento, não por mim mas pelo grupo de motoqueiros que desfilaram neste evento e fizeram com que o verde e vermelho voassem bem alto na "Cheese Land"

sexta-feira, 1 de maio de 2009

IN THE NAME



É certo que o nosso país é pequeno, no entanto, com uma vasta história de descobrimentos e não só, sempre achei estranho que uma grande percentagem das pessoas que nos E.U. me perguntam de onde são as minhas raízes, ficam surpreendidas quando lhes digo que Portugal fica no continente Europeu.
Quase sempre, a conversa tem este formato; "Não me digas, Portugal é na Europa? Eu sempre pensei que Portugal fosse um país na América do Sul!"
Acho que o nosso país, embora sendo pequeno em dimensão, devia fazer um pouco mais para promover o nosso heróico passado, embora o futuro seja também muito importante, o passado, especialmente a era dos descobrimentos, é um passado brilhante de que todos os portugueses nos devemos orgulhar.
Mas há uma palavra muito importante que, pelo menos aqui nos E.U., é sempre escrita da mesma forma sem sofrer qualquer alteração.
O nome de países de grande dimensão como o Brasil, é sempre sem excepção, escrito Brazil, até mesmo cidades que por cá se identificam por esse nome não são imune desse preconceito.
Outros exemplos são a Espanha que sempre e trocada para Spain, Deutschland para Germany, etc.
Mas o nosso cantinho da península Ibérica é sempre escrito Portugal, sem sofrer qualquer alteração.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Poema/Predicação/Realidade



Desta vez deixo-vos aqui outro poema, que espero não ofenda ninguém! Não é a minha intenção tentar promover qualquer religião, ou difamar qualquer outra, é apenas um poema com um cheirinho a " Michel de Nostradamus", ou seja; um poema com um pouco de predicação e realidade á mistura.



" SEM FUTURO"
0s tempos mudaram, gentes diferentes, nem sempre contentes, onde chegamos!
Com esta ganancia de triunfar, o nosso dia vai chegar, em que para nós, que invejamos, o mundo também vai acabar.
Tanta raiva destrutiva nesta vida, e sem saber se irão ter outra ou não, pois só sabemos a que cá temos, esta passagem que cá vivemos.
Mas que importa que essa porta não se abra! Pois sem um Deus, nem anjos, quem vai dizer que há no alem, almas de cá.
Fé, e bom ter, mas então! será assim que se trata, se mata, por pensar que ao passar para o outro lado, será louvado por ter tirado vidas cá?
Humano, sempre a inventar maquinas para matar, soldados de paz, serão eles e elas, torturando, decapitando seus irmãos, irmãs; que cruéis mais infiéis somos nós, que coisa rara, será que pára?
Quem tem razão então! Será o ateu? Serei eu, que ás vezes assim ás vezes não!
Mas se falho então, quem vai dizer que estou errado, e se há outro lado, não deixam vir quem possa desmentir o que a sorrir não acredita.
Nós que somos feitos de pó, e não só, também de agua, de sol, do calor dessa estrela que continua a arder, se enfraquecer, então será o fim de todos os que estão cá.
Mas isso já será depois do ser humano ter por suas mãos destruído, e reconstruído mais de metade do seu globo, matando mais de metade do seu povo, triste será, mas que importa, eu pelo menos já não estou cá!
Há mais luas como a nossa, tentamos vê-las, mas este imenso universo é disperso, ninguém mais vai encontrar com quem falar por lá, e se por cá, se apagar essa estrela que nos aquece, tudo arrefece de tal forma que se transforma este globo, talvez sem povo, numa pedra de gelo.
Mas quem vai vê-lo? São já outras gerações, ainda não já, e este alento que eu sinto no meu pensamento, diz-me que em tempo, tudo se acaba, mas por agora ainda aguenta, e gerações haverá ainda, mais cinquenta.


Poema de Jose Carvalho