terça-feira, 11 de setembro de 2012

UMAS QUADRAS PARA ANIMAR


(1)
As velhinhas de Toronto
Pra elas estou sempre pronto
Para lhes dar bons conselhos
Que ás vezes quando lhes dá
Pra mostrar seus aparelhos
Ao tirar o sutiã 
Batem lhe as mamas nos joelhos
(2)
 E os velhotes que as adoram
Vendo as assim até choram
Por tempos que já lá vão 
E dizem pra sua amada
Mas que raio é isso então
Já não quero ver mais nada 
Tira essas mamas do chão 
(3)
Elas todas chateadas
Sentido se envergonhadas
Dão resposta de seguida
E teu pirolau então
Que á anos perdeu a vida
Anda sempre a olhar pró chão
Já tem a espinha partida
(4)
Meu pirolau nem sorri
E nem quer sair daqui
Pra por a cabeça ao sol
Antes olhava pra mim
Agora anda sempre mole
E até me diz assim
Só quero é fazer pipi

Joe Carvalho







segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PORTUGAL FUN VACATIONS

 
 
 
Amigos/as, dentro em breve estará disponível o meu novo website. A data que será anunciada quando a construção da pagina estiver concluida. É uma aventura que penso levar muito a sério e que espero tenha resultados bem positivos.
O projecto, que terá inicio no principio de 2013, quando concluído, devera criar alguns postos de trabalho (part time) em vários países. Assim que se tem experiência em Travel/Tourism, tem umas horas disponíveis por semana, quer ganhar algum dinheiro extra e vive no Canada, USA, ou qualquer outro país de língua inglesa. contacte me através do email deste blog.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

VENDO APARTAMENTO EM SINTRA

Vendo apartamento em Sintra: 2 quartos + 1 sala + Cozinha c/ despensa (espaçosa) + varanda que percorre os dois quartos (a varanda é ao longo da casa toda.

Casa com muita luminosidade. Todas as divisões têm Janelas. Pronta a habitar.

O Prédio é de 1976 mas está em bom estado de conservação e a empresa do condomínio é muito eficiente. Tem sensivelmente 36 anos. Prédio c/ condomínio gerido por uma empresa. O Valor mensal do condomínio ronda os 25€
Junto a supermercados, talho, farmácia. Centro de Saúde fica a 5 minutos de autocarro.
A 10 minutos há uma localidade Massamá norte que possui vários Hipermercados como o Modelo Continente, Intermarché, Minipreço e outros.
Da localização da casa a Sintra, Cascais (praias) e Lisboa  de carro são 15 a 20 minutos.
A Estação de comboios fica a 10 minutos de autocarro e a 5 minutos de carro.
Para mais informacão ligue para Jose Carvalho, USA: (260) 388-6625
João Carvalho, Portugal : 917 583 150


sábado, 18 de agosto de 2012

AVENTURA NA LINHA

Depois da minha transferência para Buffalo a quinze de Agosto dois mil e onze, encontrei me numa situação peculiar. Como tinha dois automóveis e não dá para conduzir mais que um de cada vez, teve que deixar um deles em Indiana. No dia vinte e seis de agosto resolvi fazer uma viagem de comboio entre Buffalo e Indiana para depois conduzir o segundo automóvel no regresso. O plano não parecia fora de normal, até chegar á estação de comboios da Amtrak e ver, a tão diversificada clientela da linhas ferroviária Americanas, pelo menos nos meios rurais. É claro que que somos todos filhos de Deus, e eu não me sinto mais nem menos que qualquer outro ser humano, mas será que Deus estava cansado quando moldou algumas destas almas!.. Dá para ver que há muita miséria neste país que se diz rico, bem, é rico em tudo, ate na miséria.
Aqui dava para ver de tudo, senhoras com hábitos árabes, mas a dominar perfeitamente a língua americana, outra, que manteve palestra com a do habito durante as duas horas que esperava-mos o comboio, que acabaria por chegar com uma hora de atraso, parecia ser da mesma cultura mas já mais vestida, ou diga-se menos vestida, pois os calções de ganga que vestia não deixavam muito para a imaginação, mas por acaso ate tinha um pernil bem feito, não fosse o odor que me penetravas as narinas quando ela mexia os braços com movimentos mais ríspidos, até me atrevia a dizer que era atractiva.
Mais ao fundo do salão de espera, um sujeito com duas malas de viagem que pareciam estar vazias, deitava-se sobre três cadeiras e dormia a sua soneca, de vez em quando poluindo o ar com uns traques bem ruidosos.
Comecei a sentir uma comichão nas pernas como que as pulgas estivessem prontas para me atacar, seria que isto era mesmo verdade, não posso crer que no ano dois mil e onze, nos Estados Unidos da América, ainda exista destas coisas.
Serei eu, que por não estar acostumado a estas andanças, critique mais por saber menos sobre as classes menos afluentes deste país. Espero que não, pelo menos espero que eu não chegue a ver tal tragédia, mas pelo que tudo indica, esta grande nação tem um futuro pouco brilhante, será que não aprendem com o país vizinho mais ao norte, que apenas  autorizam e legalizam pessoas formadas, ou pelo menos com uma profissão que traga uma mais valia para o país. A pergunta deles é sempre, o que que  você  tem para oferecer ao Canada? E dão se ao luxo de extraditar povo como o nosso, honesto e trabalhador.  Bem, mas no que diz respeita á minha viagem; os bancos do comboio não tinham absolutamente nada de confortáveis, e como o pessoal americano é quase todo "large", sentou se ao meu lado uma trave!...É que não deu mesmo para fechar a pestana. Quando começou a espreitar a luz da madrugada, tentei admirar a paisagem mas pouco ou nada tinha que oferecer. Claro que os senhores fulanos de tal não iam viver junto á linha do comboio e aturar esse ruído dos carris ferroviários dia após dia, noite após noite. Por isso , toca ás pessoas mais menos afluentes, viver junto aos caminhos de ferro. Tudo isso era bem evidente nas habitações degradadas, barracões de Madeira a cair, automóveis antigos a serem comidos pela ferrugem e de vez e quando lá aparecia um campo de milho ou feijão soja a dar o seu ar de graça. Como habitante deste país à mais de 35 anos, foi a primeira vez que me aventurei a usar transportes ferroviários, embora a experiência não fosse terrível, também não me deixou com saudades de voltar a ter outra aventura na linha. 

SAUDADES DA MINHA MAE


Com uma lágrima no rosto
despediu se deste mundo
foi um desgosto profundo
que a levou a tal critério
de partir para o cemitério
no mês de Abril ao sol posto

Foi curta sua estadia
neste mundo de torturas
com mãos de ferro tão duras
a triste que sofreu tanto
e preferiu esse pranto
que viver sem alegria

Nesse dia em partiu
acabou com seu tormento
disse adeus ao sofrimento
nimguem sabia de nada
fez tudo pela calada
de nimguem se despediu

Desde os seus primeiros passos
carregou imensa cruz
e quando apagou a luz
ao mundo que ia deixar
muitos por si a chorar
por falta dos seus abraços

Foi nesse abril ao sol posto
que começaram meus sonhos
mais triste do que risonhos
ao ver minha mâe partir
sem me poder despedir
com uma lágrima no rosto


domingo, 12 de agosto de 2012

AS COLMEIAS DO REGUEIRO


O verão em Boimo, nos meados dos anos sessenta, foi, sem margem para duvida, a estação do ano que mais marcou os anos da minha adolescência. Boimo é uma pequena aldeia inserida no conselho de Arcos de Valdevêz, no rodapé da serra da Penêda-Gerês, cuja população tem vindo a decrescer desde 1960. Em 1850 habitavam neste conselho cerca de 26000 pessoas, 110 anos mais tarde, em 1960, a população atingiu 39000, hoje em dia vivem por lá cerca de 25000 habitantes. Felizmente eu nasci no cume da população, por isso as actividades locais eram abundantes, alegres, frequentes e muito concorridas. Os caminhos, ou ruas, como lhe queiram chamar, de enormes pedras de granito, construídos pelos romanos durante a sua ocupação local, ainda se encontram em boas condições transitáveis, embora que agora já com bastantes ervas e tojos que através dos anos foram tomando raiz, perante a diminuição das pegadas de humanos e animais domésticos.  Nos meus tempos de criança, nem sequer uma lamina de erva crescia nestes caminhos, tantos eram os pequenos pés que pisavam estas calçadas dia após dia, as pedras davam aparência de serem  polidas diariamente.  Nos dias úteis, cerca de quarenta crianças, rapazes e raparigas, enchiam o ar com os seus gritos de brincadeira rumo á escola primaria de Portela que se encontrava a cerca de mil e quinhentos metros de distancia. Os terrenos de cultivo embelezavam a paisagem local com a sua distinta arquitectura em tipo de escadaria, com enormes paredes construídas de pedra, para reterem a fértil terra preta onde o milho era o cereal de preferencia ali cultivado, talvez pelo clima um pouco mais frio que se fazia sentir durante o inverno. Embora que considerada pobre, esta terra para mim foi uma das maiores riquezas que jamais conheci. Na sua maioria, os residentes desta pequena aldeia viviam numa harmonia incomparável, as famílias mais abastadas, quando faziam a matança de porco, repartiam a carne com as famílias mais carenciadas, feito hoje em dia difícil de se encontrar, se não até mesmo impossível. Rodeada por montanhas verdes, ricas em vegetação e aguas cristalinas a jorrar  nas suas nascentes a pequena aldeia custeava uma vasta dimensão territorial onde centenas de ovelhas, cabras e vacas, que faziam parte da alimentação dos locais, pastavam sobre o olhar vigilante do pastor que tinha que se manter bem alerta. Mas como todos os cuidados som poucos, de vez-em-quando os lobos ibéricos pregavam uma das suas partidas. Um bom exemplo que este povo vivia em quase perfeita harmonia, era o facto que o compromisso de ser pastor era compartilhado por toda a aldeia. Cada Boimense, dedicava o seu tempo a ser pastor uma semana completa. Após todos cumprirem a mesma obrigação, então voltaria de novo a sua vez de ser pastor, entretanto, apenas se dedicava a encaminhar os seus rebanhos ao centro da aldeia, onde o pastor de serviço nessa semana, encaminhava o rebanhos montanha acima, onde pastavam até ao por do sol. Por incrível que pareça, ao cair da tarde, ás vezes já com as estrelas á espreita na galáxia, como comandados através de controle de remoto, os animais regressavam aos seus próprios celeiros sem qualquer intervenção humana. Nas encostas da montanha, nos caminhos entre os campos de cultivo, ou em qualquer muro, era fácil encontrar frutos silvestres para nos deliciar a paleta. Desde pinheiros mansos, com os seus pinhões de enorme dimensão, estes não eram exactamente a nossa preferencia, derivado ao grau de dificuldade em partir a casca dos pinhões. Mais para a encosta da montanha havia pêras bravas, mais conhecidas localmente por pericos, amoras, essas cresciam por qualquer canto, com as mais maduras deliciava-me muitas vezes com uma possa de amoras, confeccionada de amoras, pão de milho desfeito sobre as mesmas e se houvesse, uma ou duas colheres de açúcar amarelo, uma delicia!... Mas havia muitos mais, quem quisesse dar uma caminhada de cerca de 1 km até á floresta do Mezio, encontraria avelãs nas bermas do rio, castanhas na floresta mais densa e arandos vermelhos bem adocicados. Arandos não e o próprio nome deste fruto, mas era como eram conhecidos localmente, o nome ao certo, peço perdão mas não sei. Bailando de pétala em pétala as abelhas labutavam arduamente num vaivém constante a recolher o néctar dos deuses. No Outono durante a colheita do mel, perto da fonte dos castanheiros, o Regueiro passava longas  horas a defumar os enxames e extrair os favos de cera carregados desse liquido doce cor de ouro-cobre. As latadas de videiras de vinho verde que sobressaíam das pequenas parcelas de terreno e trepando se entre-laçavam nos arames usados para suporte das uvas, tapavam quase todos os caminhos da aldeia como um toldo a proteger as pedras  das calçadas. Os terrenos do Regueiro eram um pouco mais soalheiros, a parte Sul, mais protegida do vento sustentava varias laranjeiras, esta fruta não era habitualmente encontrada nestas redondezas, derivado as  condições climatéricas mais desfavoráveis desta zona. Na parte norte existiam cerca de uma dúzia de colmeias construídas de madeira e cortiça.   A generosidade do povo desta aldeia era transmitida pela vasta maioria dos seus habitantes, e o Regueiro não era excepção á regra. Mantenho vivas belas recordações das vezes que passava cerca das colmeias quando o Regueiro extraía o mel e sempre me oferecia um favo, ainda com algumas abelhas a completar os seus depósitos de néctar das flores. Depois de cautelosamente remover as abelhas, mastigava o favo de mel durante vários minutos até extrair todo o mel e restasse apenas uma bola de cera.

Já em anos mais recentes, visitei a minha pequena aldeia para matar saudades, trilhar os caminhos de pedras  imensas de granito,construídos durante a invasão romana e tentar mentalmente reviver alguns tempos da minha linda infância.

É claro que nem mesmo esta pequena aldeia, qual população tem vindo a diminuir através das décadas, conseguiu escapar á evolução mundial, mais sentida nos países pobres que passaram a integrar a união europeia, e com isso beneficiar de todas as amenidades e tecnologias do mundo moderno, pelo menos na opinião de alguns!... Hoje, parte dos caminhos romanos estão  vestido de alcatrão para dar acesso a automóveis, e a casa do regueiro, embora ainda exista, foi renovada e o terreno que envergava as colmeias

arrasado, para facilitar o alargamento da estrada que dá acesso ao centro da aldeia.

O Regueiro já á muitos anos que nos deixou, as abelhas, embora que agora já não domesticadas, ainda por ali andam na sua labuta diária, a polinizar e retrair néctar da vasta variedades de flores que adornam as paisagens do alto Minho. A mim, infelizmente me resta as memórias e saudades das colmeias do Regueiro.

sábado, 11 de agosto de 2012

SOL POSTO

Agora que cheguei a mais uma etapa difícil na minha vida, chegou a hora de usar toda essa persistência que me ajudou a ser o homem que hoje sou. Não há voltar atras, pelo menos é para isso que vou lutar.
Então, como as nossas raízes são sempre um alimento da alma, como uma vitamina que nos ajuda a combater deficiências no sistema imune, vou no fim de Agosto passar uns dias a Portugal.
É sem duvida numa altura edial, por muitas razões, uma delas, o doutor disse-me que tenho deficiência de vitamina D, como em Portugal temos muito sol, espero que me ajude a alimentar a alma ao ver nascer e por o sol no nossos cantinho da península Ibérica.

sábado, 9 de junho de 2012

"SELECCIONAR" Chegou a hora dos portugueses se unirem numa só voz para apoiar a selecção das quinas.   Dentro de poucos horas começa a nossa selecção a competir em mais um europeu, e embora as expectativas de ganhar esse prestigioso trofeu não sejam muitas, enquanto há vida há esperança, por isso, afinem essas gargantas, tirem as bandeiras e os cachecóis das gavetas e comecem a cantar a portuguesa.  Por sermos  um pais com pequena dimensão, quase sentimos uma obrigação de pensar que feitos desses não estão ao nosso alcance, eu ateimo que estão, que somos das melhores selecções do mundo, e devemos sempre acreditar. Ou não seriam os nossos antepassados que mostraram ao mundo como se navega!... Que o mundo era redondo e que além de sermos de um país pequeno a viver muito a sombra de Espanha, tínhamos e continuamos a ter, raça e sangue lusitano. Bem, nada de birras, vamos mesmo apoiar a nossa selecção, e como o primeiro  perdedor é o segundo classificado, se não ganharmos o título, não vamos ser, com certeza, os únicos perdedores. Agora içar bandeiras, vestir camisolas e apoiar a nossa selecção.  VIVA PORTUGAL!!!!!!!!!!!!!!!..........

domingo, 29 de janeiro de 2012

ANJO DA GUARDA

1994 foi um ano que acabaria por marcar a vida de muitos trabalhadores da industria automóvel nos Estados Unidos da América. 
As marcas de automóveis Japonesas começavam a afirmar se cada vez mais no mercado norte Americano e as empresas domesticas, forçadas a diminuir a seus quadros de trabalhadores, anunciavam o encerramento de fabricas constantemente.
 Á maioria foi lhes dada a oportunidade de transferência para outras localidades, outros resolveram enfrentar outras aventuras e mudar de carreira para se manterem juntos da família e amigos.
Especificamente a mim, foi me dada uma primeira oportunidade de transferência para Defiance Ohio, para uma fabrica de fundição de blocos de motores. Junto com a esposa, meti pés ao caminho e fomos visitar a fabrica para verificar se seria esta a localidade ideal para viver com a minha jovem família.
Depois de conduzir cerca de onze horas e atravessar os estados de New Jersey, Pennsylvania e Ohio lá chegamos ao nosso destino. Nesse fim de semana, o park de estacionamento da fabrica era palco de uma exibição de Corvettes com dezenas de aficionados da marca a queimarem borracha no alcatrão e a fazerem o seu showoff.
Defiance é uma vila bem pequena, com cerca 38000 habitantes e a 70 quilómetros da fronteira do estado de Indiana. Nas suas redondezas vastos campos de milho e feijão de soja cobriam as planícies deste estado no coração dos Estados Unidos da América.
Após entrar na fabrica, a primeira coisa que me despertou a atenção foi a quantidade de pó-ferro que cobria completamente o piso. O fumo produzido pelos fornos que derretem a areia para formar os blocos de ferro para produzir motores mantinha se suspendido na atmosfera, como uma madrugada de nevoeiro em Londres. Dava bem para ver que a ventilação deixava muito a desejar.
Apercebendo me do prejuízo que esse ambiente podia causar aos meus pulmões, decidi não aceitar a proposta de transferência, embora eu queimasse um cigarro de vez em quanto, não me interessava causar mais dano aos pulmões.  
Na parte traseira dos fornos vários tapetes rolantes transportavam os blocos em brasa que passavam por trabalhadores vestidos de fatos prateados e capacetes, que mais pareciam astronautas, e os separavam uns dos outros para arrefecerem. A temperatura nesta área da fabrica devia atingir cerca de 50 graus Celsius.
Aqui até foi fácil chegar a uma conclusão quanto á transferencia, não só pelo ambiente da fabrica, mas também por a minha esposa não sentir muita apatia pela localidade e redondezas.
Os trabalhadores da industria automóvel, eram compensados com reforma antecipada ao concluírem 30 anos de serviço, se assim o decidissem, mais conhecido por  "30 e fora" um beneficio negociado através do sindicato UAW. Nas fabricas de fundição esses anos eram reduzidos a 25 anos e mais conhecidos por "25 e morto".
Como a esposa também não estava muito entusiasmada com o local, ou até não tivesse intenção em sair de Nova York, decidi não aceitar a oferta de transferencia para esta localidade, bem, pelo menos adia-la.
Alguns meses mais tarde a realidade acabou por me bater á porta, quando outra oferta de transferencia me foi feita, esta vez com um ultimato, ou aceitava ou perdia todos os direitos de emprego com a companhia.
Após varias conferências com a patroa, a confusão implantou-se, ela dizia que não saía de Nova York, eu ateimava que íamos queira ela ou não. As minhas opções não eram muitas derivado á inexistência de mestrado, mas como actualmente exercia funções no World Trade Center aos fins de semana, como gerente de uma empresa de manutenção predial, tive a oportunidade de emprego afectivo na mesma. A patroa, recém graduada no campo de medicina, mais concretamente em especialista de radio-x, sentia a sua independência  pela primeira vez desde o casamento, que havia acontecido quando era ainda muito jovem e apta por não cortar a corda umbilical que a unia á mãe.
Desta vez, a oferta de transferencia foi para Indiana, para uma fabrica de montagem de pickups. Como já tinha visitado Defiance em Ohio, resolvi aceitar a oferta para Indiana, uma vez que esta fabrica era mais nova, prometia melhor futuro de emprego, mais saudável derivado ao ambiente e pouco mais longe que a primeira. 
Eu tentei avaliar a situação o melhor possível e resolver a mesma, de modo a que o resultado final fosse favorável a todos envolvidos.
Desafortunadamente não foi assim o resultado final, a esposa, influenciada pelo seu pai e talvez também quisesse sentir um pouco a liberdade que lhe tinha sido alheia, derivado a ter sido mãe e esposa muito jovem, resolveu não arredar pé. 
Os cinco anos entre 1995 e 2000 foram passados num vaivém de viagens entre Indiana e Nova York á mistura com algumas férias em Portugal e Espanha e tentar manter a família intacta, o que não viria acontecer.      
Mas 2001 foi o ano que marcou para sempre a minha vida, depois de passar o Natal de 2000 em Nove York com a família, senti que algo estava diferente, embora as festas natalícias decorressem dentro da sua normalidade, a relação pessoal com  emitia um frio raro.
Depois de regressar a Indiana, contemplei ir aconselhar-me com um advogado, uns dias mais tarde a ideia deixou de o ser, e passou a  realidade.
Começou então a etapa mais difícil da minha vida, o ano 2001 marcou a minha vida, e com certeza a vida de mais pessoas, embora estas não o admitam.
Mas um momento ainda mais marcante, foi no dia onze de Setembro, quando um amigo de trabalho entrou no meu escritório  para me informar que um avião avia embatido contra uma das torres gémeas na cidade de Nova York. Num primeiro instante pensei que se tratasse simplesmente de um acidente aéreo, talvez um pequeno avião privado que perdera o controlo de voo e embatesse com a torre. Mas cerca de vinte minutos mais tarde o mesmo trabalhador/amigo reentra no escritório para me informar que um segundo avião havia embatido contra a outra torre gémea. Bem, agora já pensei que não se devia tratar de um mero acidente, pensei sim que algum país maníaco decidiu declarar guerra contra os Estados Unidos Americanos.
Passei as próximas 24 horas a tentar comunicar me com os meus filhos que vivem bem perto da Cidade, mas isso não iria  acontecer até após passadas 36 horas, uma vez que o governo Americano decidiu encerrar todos os meios de comunicação com a cidade, como um meio de precaução e segurança aos seus habitantes.
Quando todos os detalhes deste desastre foram averiguados, então deu para ver que eu tinha sido protegido por algum ser divino, muito superior a qualquer coisa que eu conheça. É que em 1995 tinha me sido oferecido uma oferta de trabalho neste local, se eu decidisse não continuar na industria automóvel e ficasse em Nova York, bem, se eu tivesse aceitado essa oferta, de certo estaria nesse inferno no dia 11 de Setembro 2001.
Para quem não acredita em milagres, como eu não acredito, devemos pelo menos pensar que todos temos um anjo da guarda! O meu não faltou ao trabalho neste dia marcante da minha vida, e ainda bem!!!.........


 
       

sábado, 28 de janeiro de 2012

Parabéns Pantera Negra

70 anos de Eusébio celebrados com Vinho do Porto Home \ Notícias \ 70 anos de Eusébio celebrados com Vinho do Porto  
Quinta-Feira, 26 de Janeiro de 2012 às 12:35O aniversário do futebolista foi celebrado com o lançamento de uma série limitada e numerada de 638 garrafas, número correspondente ao total de golos marcados pelo futebolista no Benfica.

Aliando-se à celebração do 70º. Aniversário de Eusébio, a @drink-business e a Quinta das Gregoças (o produtor, da zona de Sabrosa) lançaram o “Very Old Port Wine – 70 Anos do Eusébio”. Trata-se de um Vinho do Porto Tawny 30 anos, envelhecido em pipas, criado pelo enólogo Jorge Nogueira.
As garrafas são magnum (1,5l) e o preço de venda ao público é de €335.
O vinho vai estar à venda na loja do Benfica, na própria Quinta das Gregoças e através da @drink-business (243 704 026).