segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
RESISTINDO ÁS CHEIAS
A cidade de Lodi, no estado de Nova Jersey, começou a acolher algumas famílias portuguesas nos anos 60, que tentavam fugir a zonas mais movimentadas dos estados unidos, nomeadamente, Newark, que tinha como titulo "a capital de furto a automóveis nos States".
Lodi oferecia um modo de vida mais calmo, com melhores escolas e bairros, e está situada a poucos quilómetros da cidade de Nova York.
Como já é tradição dos emigrantes portugueses abrirem um centro cultural nos locais onde se concentram, Lodi não foi excepção á regra e em 1973 içou a bandeira das quinas sobre um pequeno prédio junto ao rio Saddle, que passou a ter o nome de "Portuguese American Cultural Center".
Um dos associados desta colectividade, informou-me durante a minha visita, que já haviam portugueses radicados nesta cidade desde os anos 1800, e que existiram outros centros culturais na mesma, um facto que não me foi possível confirmar.
Este centro cultural português tem sido vitima de varias cheias através das décadas, sendo ultimamente severamente atingido pelos furacões Floyd e Sandy, respectivamente. Quase sempre deixando o centro submerso pelas aguas acumuladas neste pequeno rio, as cheias passaram a ser parte da normalidade deste centro e cidade, uma vez que depois de vários desaterres ao rio, numa tentativa de canalizar as aguas, para não transbordarem as suas margens, não terem muito sucesso contra a lei da natureza.
O que é certo é que os nossos conterrâneos aqui radicados, continuam a reconstruir o centro cheia após cheia e afirmo que pelo menos o interior deste se encontra em muito boas condições. Outra particularidade é que esta semana foi eleita uma nova direcção e a surpresa mais agradável que despertou a minha atenção, é que uma grande parte do corpo directivo é completo por filhos de portugueses nascidos nos States, como a receberem a tocha olímpica da mão dos seus pais, dispostos a continuar a resistir as cheias do rio Saddle.
Lodi oferecia um modo de vida mais calmo, com melhores escolas e bairros, e está situada a poucos quilómetros da cidade de Nova York.
Como já é tradição dos emigrantes portugueses abrirem um centro cultural nos locais onde se concentram, Lodi não foi excepção á regra e em 1973 içou a bandeira das quinas sobre um pequeno prédio junto ao rio Saddle, que passou a ter o nome de "Portuguese American Cultural Center".
Um dos associados desta colectividade, informou-me durante a minha visita, que já haviam portugueses radicados nesta cidade desde os anos 1800, e que existiram outros centros culturais na mesma, um facto que não me foi possível confirmar.
Este centro cultural português tem sido vitima de varias cheias através das décadas, sendo ultimamente severamente atingido pelos furacões Floyd e Sandy, respectivamente. Quase sempre deixando o centro submerso pelas aguas acumuladas neste pequeno rio, as cheias passaram a ser parte da normalidade deste centro e cidade, uma vez que depois de vários desaterres ao rio, numa tentativa de canalizar as aguas, para não transbordarem as suas margens, não terem muito sucesso contra a lei da natureza.
O que é certo é que os nossos conterrâneos aqui radicados, continuam a reconstruir o centro cheia após cheia e afirmo que pelo menos o interior deste se encontra em muito boas condições. Outra particularidade é que esta semana foi eleita uma nova direcção e a surpresa mais agradável que despertou a minha atenção, é que uma grande parte do corpo directivo é completo por filhos de portugueses nascidos nos States, como a receberem a tocha olímpica da mão dos seus pais, dispostos a continuar a resistir as cheias do rio Saddle.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
DENTÍFRICO
Uma observação minha nos últimos meses que passei em Portugal, foi a percentagem de pessoas com problemas dentários. Penso que os maiores contribuintes para esse problema são a falta de dentistas, uma vez que segurança social não cobre os custos, as pessoas não aderem. Em segundo lugar é a maioria das pessoas fumarem e também não dispensarem a bica,(cafe expresso bem preto) o tinto e a falta de higiene.
Ora bem; eu sugiro que se não conseguirem deixar de fumar, reduza pelo menos o consumo, se em vez de dois maços por dia, fumar só um, ao fim do mês terá dinheiro suficiente para uma boa limpeza oral no dentista, para não falar da saúde! Isso é outro caso á parte que também merece muita atenção.
Resumindo, se a terceira guerra mundial for combatida á dentada, de certeza que os Portuguese poucos se safam!...
Ora bem; eu sugiro que se não conseguirem deixar de fumar, reduza pelo menos o consumo, se em vez de dois maços por dia, fumar só um, ao fim do mês terá dinheiro suficiente para uma boa limpeza oral no dentista, para não falar da saúde! Isso é outro caso á parte que também merece muita atenção.
Resumindo, se a terceira guerra mundial for combatida á dentada, de certeza que os Portuguese poucos se safam!...
sábado, 29 de dezembro de 2012
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
SENTIMENTOS
1
Este ano fica na história
Por ter sido desastroso
Amor perdido com gozo
Momentos bons, outros maus
Ás pedradas sem calhaus
Mas ficara na memoria
Ninguém reclama vitória
Pois não ha vitorioso
2
Um Natal muito foleiro
Preso entre montes de neve
Mas deus ajuda quem escreve
E o tempo foi se passando
E tão triste já não ando
Pois mesmo tendo dinheiro
Aquele que a alguém não deve
Vai sua cruz carregando
3
Metendo se em aventuras
Mas jamais arrependido
Magoou-se ao ter sentido
Por alguém que não sentiu
Hoje lembrou se e sorriu
Que outro alguém sempre o tem querido
E abandona as amarguras
Dá o passado por esquecido
4
Mais jovem que outra, esta seja
Com sua cara angelical
Só que é casada, mas mal!
Mas tem muito mais paixão
Tem ternura e o coração
Não é feliz, e é por tal
Que ela a mim me corteja
E valer a pena, vale!..
Este ano fica na história
Por ter sido desastroso
Amor perdido com gozo
Momentos bons, outros maus
Ás pedradas sem calhaus
Mas ficara na memoria
Ninguém reclama vitória
Pois não ha vitorioso
2
Um Natal muito foleiro
Preso entre montes de neve
Mas deus ajuda quem escreve
E o tempo foi se passando
E tão triste já não ando
Pois mesmo tendo dinheiro
Aquele que a alguém não deve
Vai sua cruz carregando
3
Metendo se em aventuras
Mas jamais arrependido
Magoou-se ao ter sentido
Por alguém que não sentiu
Hoje lembrou se e sorriu
Que outro alguém sempre o tem querido
E abandona as amarguras
Dá o passado por esquecido
4
Mais jovem que outra, esta seja
Com sua cara angelical
Só que é casada, mas mal!
Mas tem muito mais paixão
Tem ternura e o coração
Não é feliz, e é por tal
Que ela a mim me corteja
E valer a pena, vale!..
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
II SONETO
Quem pode livre ser, gentil Senhora,
Vendo-vos com juízo sossegado,
Se o Menino, que de olhos é privado,
Nas Meninas dos vossos olhos mora?
Ali manda, ali reina, ali namora,
Ali vive das gentes venerado;
Que vivo lume, e o rosto delicado,
Imagens são adonde Amor se adora.
Quem vê que em branca neve nascem rosas
Que crespos fios de ouro vão cercando?
Se por entre esta luz a vista passa,
Raios de ouro verá, que as duvidosas
Almas estão no peito traspassando,
Assim como um cristal o Sol traspassa.
SONETO
Busque Amor novas artes, novo engenho
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Pois não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde;
Vem não sei como; e dói não sei porquê.
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