Num jardim adornado de verdura,
Que esmaltavam por cima várias flores,
Entrou um dia a deusa dos amores,
Com a deusa da caça e da espessura.
Ela tomou logo uma rosa pura,
Ele um roxo lírio, dos melhores;
Mas excediam muito às outras flores
As violas na graça e formosura.
Perguntam a Cupido, que ali estava,
Qual de aquelas três flores tomaria
Por mais suave e pura, e mais formosa.
Sorrindo-se o menino lhes tornava:
Todas formosas são; mas eu queria
Viola antes que lírio, nem que rosa.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Um Amor Perdido, Mas Não Esquecido
A nossa história começou com um simples teclar. Lembro-me muito bem que ao acessar aquele site de relacionamento lá estava a sua mensagem: ?Quer me conhecer??
Não sei explicar o que realmente passou pela minha cabeça, mas senti logo de caras, que eu precisava conhecê-lá, algo me atraia a ela e então resolvi responder afirmativamente. Desse dia em diante, estava sempre com desejos de estar on-line para falar com ela, sentia-me tão bem quando ela aparecia naquele écran. Eu gostava tanto de olhar para ela através da web, mas não sabia dizer o porquê desse desejo alucinante.
A minha mente dizia: é apenas uma amiga virtual como as outras, mas o meu coração dizia: não, é diferente, ela é especial...
O tempo foi passando e uma amizade intensa foi crescendo dentro de nós, e após um período de tempo, já não éramos simples amigos-virtuais, algo mais forte nos unia através do écran: o seu olhar no meu olhar, os meus lábios nos seus lábios, os seus braços á volta do meu corpo e os meus á volta do seu, as nossas palavras... não, não, eram meras ações-virtuais, mas eram ?reais?; sentíamos cada movimento, cada ação... Ao ir dormir, sonhávamos um com o outro, quando acordados, o pensamento levava-nos um ao outro. Era o amor que florescia dentro de nós, mesmo sem percebermos.
Envolvemo-nos profundamente! Amamo-nos de verdade, um caso único talvez, no mundo virtual, sentimento verdadeiro, forte e inesquecível.
Namoramos, fizemos vários planos, inclusive de nos casar-mos e viver cada oportunidade da vida juntos ... em fim... ser felizes juntos...
Ela era a minha vida, passávamos o tempo que podíamos a teclar, era tudo muito especial... o que vivi com ela foi único, mágico e perfeito. E tenho a certeza de que ela sentia o mesmo. Ela preocupava-se comigo, cuidava de mim...
Todas as pessoas que conheciam a nossa história, diziam que eu era tolo em confiar em alguém que estava tão distante, mas eu achava que ela era o amor de minha vida, que tínhamos sido feitos um para o outro! Éramos tão felizes...
Mas de repente por uma palavra dita impensadamente, tudo acabou, ela começou a evitar-me, não respondia ás minhas chamadas na net e nem as telefônicas, e o pior é que eu sabia que ela estava lá, a receber as minhas chamadas, a ouvir o telefone tocar, tocar, tocar, e ela não atendia, parecia até que me queria punir... Amei aquela mulher de tal maneira que só tinha olhos para ela! Só pensava nela, só a queria a ela dia e noite! Fui acusado, julgado e condenado por ela... Sofri demais... Chorei trancado no meu quarto, onde ninguém me podia ver pois não queria que soubessem que eu me havia apaixonado por alguém virtual...Não há nada pior no mundo do que ser acusado, desprezado por quem amamos...
Tenho uma ferida enorme no meu peito, choro quase todos os dias, ela não sai da minha cabeça... penso nela 24 horas por dia, nem sei explicar que amor é esse... tão grande, tão forte, tão inesquecível!
Nunca vou esquecer essa fase da minha vida - fase quase perfeita que vivi teclando com ela, e depois vivendo com ela: seu olhar, seu sorriso, sua voz... Que saudade sofrida, angustiante, cruel...Tenho que a tirar do meu coração porque não quero sofrer mais...
O que mais dói é saber que ela não me entendeu, não compreendeu as minhas razões... Não acreditou no meu amor, isso sim me mata por dentro... Causa uma dor inexplicável...
Mas acredito que tudo que acontece na nossa vida tem uma razão, um motivo... Espero que essa dor imensa que eu tenho passado tenha uma explicação, e que um dia eu descubra o motivo de ter tanto sofrimento! Quero saber um dia porque estou a pagar este preço, se só soube amá-la!
Enquanto isso, irei conviver com esta dor, acreditando que um dia ela vai passar!
Esta foi a minha historia. Ela apenas mostra que o coração não escolhe a quem amar, ele simplesmente ama. Por isso, antes de dar asas aos nossos sentimentos, devemos procurar conhecer realmente quem está do ?outro lado?, pois existem muitas pessoas na net, que teclam com as pessoas pelo simples prazer de fazê-las sofrer. Outra lição que tirei disto tudo é que nem sempre todas as histórias de amor terminam com um final feliz...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
RESISTINDO ÁS CHEIAS
A cidade de Lodi, no estado de Nova Jersey, começou a acolher algumas famílias portuguesas nos anos 60, que tentavam fugir a zonas mais movimentadas dos estados unidos, nomeadamente, Newark, que tinha como titulo "a capital de furto a automóveis nos States".
Lodi oferecia um modo de vida mais calmo, com melhores escolas e bairros, e está situada a poucos quilómetros da cidade de Nova York.
Como já é tradição dos emigrantes portugueses abrirem um centro cultural nos locais onde se concentram, Lodi não foi excepção á regra e em 1973 içou a bandeira das quinas sobre um pequeno prédio junto ao rio Saddle, que passou a ter o nome de "Portuguese American Cultural Center".
Um dos associados desta colectividade, informou-me durante a minha visita, que já haviam portugueses radicados nesta cidade desde os anos 1800, e que existiram outros centros culturais na mesma, um facto que não me foi possível confirmar.
Este centro cultural português tem sido vitima de varias cheias através das décadas, sendo ultimamente severamente atingido pelos furacões Floyd e Sandy, respectivamente. Quase sempre deixando o centro submerso pelas aguas acumuladas neste pequeno rio, as cheias passaram a ser parte da normalidade deste centro e cidade, uma vez que depois de vários desaterres ao rio, numa tentativa de canalizar as aguas, para não transbordarem as suas margens, não terem muito sucesso contra a lei da natureza.
O que é certo é que os nossos conterrâneos aqui radicados, continuam a reconstruir o centro cheia após cheia e afirmo que pelo menos o interior deste se encontra em muito boas condições. Outra particularidade é que esta semana foi eleita uma nova direcção e a surpresa mais agradável que despertou a minha atenção, é que uma grande parte do corpo directivo é completo por filhos de portugueses nascidos nos States, como a receberem a tocha olímpica da mão dos seus pais, dispostos a continuar a resistir as cheias do rio Saddle.
Lodi oferecia um modo de vida mais calmo, com melhores escolas e bairros, e está situada a poucos quilómetros da cidade de Nova York.
Como já é tradição dos emigrantes portugueses abrirem um centro cultural nos locais onde se concentram, Lodi não foi excepção á regra e em 1973 içou a bandeira das quinas sobre um pequeno prédio junto ao rio Saddle, que passou a ter o nome de "Portuguese American Cultural Center".
Um dos associados desta colectividade, informou-me durante a minha visita, que já haviam portugueses radicados nesta cidade desde os anos 1800, e que existiram outros centros culturais na mesma, um facto que não me foi possível confirmar.
Este centro cultural português tem sido vitima de varias cheias através das décadas, sendo ultimamente severamente atingido pelos furacões Floyd e Sandy, respectivamente. Quase sempre deixando o centro submerso pelas aguas acumuladas neste pequeno rio, as cheias passaram a ser parte da normalidade deste centro e cidade, uma vez que depois de vários desaterres ao rio, numa tentativa de canalizar as aguas, para não transbordarem as suas margens, não terem muito sucesso contra a lei da natureza.
O que é certo é que os nossos conterrâneos aqui radicados, continuam a reconstruir o centro cheia após cheia e afirmo que pelo menos o interior deste se encontra em muito boas condições. Outra particularidade é que esta semana foi eleita uma nova direcção e a surpresa mais agradável que despertou a minha atenção, é que uma grande parte do corpo directivo é completo por filhos de portugueses nascidos nos States, como a receberem a tocha olímpica da mão dos seus pais, dispostos a continuar a resistir as cheias do rio Saddle.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
DENTÍFRICO
Uma observação minha nos últimos meses que passei em Portugal, foi a percentagem de pessoas com problemas dentários. Penso que os maiores contribuintes para esse problema são a falta de dentistas, uma vez que segurança social não cobre os custos, as pessoas não aderem. Em segundo lugar é a maioria das pessoas fumarem e também não dispensarem a bica,(cafe expresso bem preto) o tinto e a falta de higiene.
Ora bem; eu sugiro que se não conseguirem deixar de fumar, reduza pelo menos o consumo, se em vez de dois maços por dia, fumar só um, ao fim do mês terá dinheiro suficiente para uma boa limpeza oral no dentista, para não falar da saúde! Isso é outro caso á parte que também merece muita atenção.
Resumindo, se a terceira guerra mundial for combatida á dentada, de certeza que os Portuguese poucos se safam!...
Ora bem; eu sugiro que se não conseguirem deixar de fumar, reduza pelo menos o consumo, se em vez de dois maços por dia, fumar só um, ao fim do mês terá dinheiro suficiente para uma boa limpeza oral no dentista, para não falar da saúde! Isso é outro caso á parte que também merece muita atenção.
Resumindo, se a terceira guerra mundial for combatida á dentada, de certeza que os Portuguese poucos se safam!...
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