sábado, 1 de junho de 2013

Poema do dia

Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio,
O mundo todo abraço, e nada aperto.
É tudo quanto sinto um desconcerto:
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio;
Agora desvario, agora acerto.
Estando em terra, chego ao céu voando;
Numa hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar uma hora.
Se me pergunta alguém porque assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

NAO DEIXAR TOMAR ATRAZ!...

Ontem visitei a linda cidade de Tomar e quero partilhar estas lindas fotos. Noutra oportunidade, escreverei uma historia sobre esta linda cidade...



quarta-feira, 3 de abril de 2013

MOCHILADAS


Zé, fica atras do balcão,
Que a malta da direcção
Temos que nos reunir!
Dizia me o Serafim.
Hoje vão ter que me ouvir
Vou ralhar c'o Franklin!
Tenho que o por na linha
Pra ver se ele ganha juízo
Eu hoje já o aviso
Quando ele chegar á cozinha.

A noite foi-se passando
Á malta fui aviando
Cerveja, cafés e vinho.
Foi uma noite tranquila!
Já estava quase sozinho,
Nisto chegou o mochila.
Eu disse; que te apetece?
E ele com desembaraço,
Para me acalmar o stress!
Arranja aí um bagaço!

Deu-se a reunião por finda,
A malta queria ainda
Mais um pouco de licor!
Dá cá mais uma caxaça,
Pra dar de beber á dor,
Diz o mochila em voz baixa.
Depois de uns bons bagacinhos,
E a língua bem destravada
Como estávamos sozinhos,
Contou-me a vida privada.

Eu contei lhe o que sabia
E o que a malta dizia,
Sobre a sua namorada!
Diz-se na comunidade
Que ela anda embaraçada,
Diz me tu! Isso é verdade?
O que gente anda a falar,
Eu já nada me admira!
Mas posso te confirmar,
Que isso é uma grande mentira.

Ele pediu me, tu não digas,
Nada a essas raparigas
Que conhecem a Teresa!
A Ceu é colega dela
E essa malta portuguesa
Dão muito á taramela!
Eu jurei lhe ficar mudo
Nem sequer abrir a boca,
Ceu diz; tens que contar tudo!
Vê lá se soltas a sopa!

Quando a casa cheguei,
Com a Laurinda deparei
Assentada no sofá.
Ela disse; só agora?
Porquê é que ficaste lá?
Eu tinha os mandado embora!
Cá c'o meu ar de reguila,
Olha, não fechei o bar,
Pois chegou lá o mochila
E estivemos a falar.

De curiosa que estava
Também ela perguntava,
O que foi que ele te contou?
Eu disse com boa fé,
Da namorada, afirmou!
Que não anda de bebé.
Nem mais uma lhe soltei
Não por ao Carlos ter medo!
Mas minha palavra dei,
De lhe guardar o segredo.

Logo no dia seguinte
Tendo a Lurdes como ouvinte
Laurinda conta o que ouvira,
Que o Carlos lhe disse até!
Que era tudo manteria
Ter a amiga de bebé!
A Lurdes ao ouvir tal,
Não ficou de língua presa
E logo no hospital
Foi contar tudo á Teresa.

Triste pro que tinha ouvido
Telefonou ao marido
Teresa, logo em seguida,
Que andas-te tu a fazer?
Á Laurinda ires dizer,
As coisas da nossa vida!
O mochila atrapalhado
E o que dizer não sabia
Porque não tinha falado,
Com a Laurinda nesse dia.

Então falaste com quem?
Tu não digas a ninguém,
O que na casa é passado!
Ou não basta o que tens feito?
De me faltares ao respeito,
E andares amigado!
A Ceu um pouco zangada
Veio me dizer ainda,
A mim não disseste nada,
Mas contaste á Laurinda!

O que contaram não sei!
Mas olha que eu não falei,
Com a Laurinda sobre nada!
E o que eu disse, repito
Que não estava embaraçada
Foi o que ele me tinha dito!
Ao mochila fui contar
Que tinha ouvido um zum zum
E para ele me desculpar,
De não ter feito mal nenhum!


sexta-feira, 22 de março de 2013

POEMA DO DIA

O fogo que na branda cera ardia,
Vendo o rosto gentil, que eu na alma vejo,
Se acendeu de outro fogo do desejo
Por alcançar a luz que vence o dia.
Como de dois ardores se incendia,
Da grande impaciência fez despejo,
E, remetendo com furor sobejo,
Vos foi beijar na parte onde se via.
Ditosa aquela flama que se atreve
A apagar seus ardores e tormentos
Na vista a quem o sol temores deve!
Namoram-se, Senhora, os Elementos
De vós, e queima o fogo aquela neve
Que queima corações e pensamentos.

quinta-feira, 21 de março de 2013

POEMA DO DIA

Oh como se me alonga de ano em ano

A peregrinação cansada minha!

Como se encurta, e como ao fim caminha

Este meu breve e vão discurso humano!

Minguando a idade vai, crescendo o dano;

Perdeu-se-me um remédio, que inda tinha;

Se por experiência se adivinha,

Qualquer grande esperança é grande engano.

Corro após este bem que não se alcança;

No meio do caminho me falece;

Mil vezes caio, e perco a confiança.

Quando ele foge, eu tardo; e na tardança,

Se os olhos ergo a ver se inda aparece,

De vista se me perde, e da esperança.

quarta-feira, 20 de março de 2013

POEMA DO DIA

Está-se a Primavera trasladando

Em vossa vista deleitosa e honesta;

Nas belas faces, e na boca e testa,

Cecéns, rosas, e cravos debuxando.

De sorte, vosso gesto matizando,

Natura quanto pode manifesta,

Que o monte, o campo, o rio, e a floresta,

Se estão de vós, Senhora, namorando.

Se agora não quereis que quem vos ama

Possa colher o fruto destas flores,

Perderão toda a graça os vossos olhos.

Porque pouco aproveita, linda Dama,

Que semeasse o Amor em vós amores,

Se vossa condição produz abrolhos.

quinta-feira, 14 de março de 2013

POEMA DO DIA

Quando da bela vista e doce riso

Tomando estão meus olhos mantimento,

Tão elevado sinto o pensamento,

Que me faz ver na terra o Paraíso.

Tanto do bem humano estou diviso,

Que qualquer outro bem julgo por vento:

Assim que em termo tal, segundo sento,

Pouco vem a fazer quem perde o siso.

Em louvar-vos, Senhora, não me fundo;

Porque quem vossas graças claro sente,

Sentirá que não pode conhecê-las.

Pois de tanta estranheza sois ao mundo,

Que não é de estranhar, dama excelente,

Que quem vos fez, fizesse céu e estrelas.

sábado, 9 de março de 2013

À PRATADA

Dez horas da madrugada,
Começou a patuscada
E fez se o prato do dia,
Era eu e o Capela
Cada um com sua panela
E o forno não aquecia.
Estava já a carne no molho!
E antes que a gente venha,
Acenda me o forno a lenha!
Dizia eu pro Piolho.

Entre a salada e pão
Chegará pros que aqui estão,
E mais alguns que vierem!
Devem ser uns seis ou sete,
Codornizes e espaguete,
Só comem os que quiserem!
Esse espaguete não basta,
Capela, se não me engano!
Também vem o italiano
E eles gostam muito de pasta!

Servimos primeiro a sopa
Porque a comida era pouca,
Que comam sopa com pão!
O Vinny vai pra panela
Deu um encontrão no Capela,
Atirou-lhe o prato ao chão!
Na mesa, mesmo ao final;
Ouve-se a voz dum fulano,
É pá! Esse italiano;
Come como um animal!

Já um pouco atrasado
Chega o policia do estado
Que o Jorge convidou,
Espreitou pra dentro do tacho,
Olhou pra cima e pra baixo
Parece que não gostou!
Eu disse ao Jorge, e agora?
Eu preparo-lhe outro prato!
Ele disse; esse gajo é chato
Deixa-o, que se vaia embora!

Tomba Lobos reclama
Agora ninguém me chama
Ja me estão a desprezar?
Sabem que eu que sempre venho
E o dinheiro que tenho
Não me importo de o gastar!
Mas eu convosco não ralho
Nem aqui faço alvoroço,
O que há amanha pro almoço?
Pergunta ele ao Carvalho.

O Basílio ao o ouvir
Foi pronto a retorquir,
O que estas tu a dizer?
Para lá com a sacanagem
Que eu deixei te uma mensagem,
Para tu vires comer!
Vai ver ao teu telefone
Tu vê lá bem o que dizes!
Hoje havia codornizes,
Tu é que não tinhas fome!

Ambiente à portuguesa,
Bastante vinho na mesa
Comeu e bebeu-se à rica,
Levantei-me eu, e então!
Preparo a televisão
Que ia jogar o Benfica.
Começou a dar a bola
Alguns já estavam borrachos!
Pra cozinha lavar tachos,
Foi o amigo Viola.

Nisto chegou o Cortiço,
Quis armar um reboliço!
Talvez por ser do dragão?
Estava o Benfica a jogar,
E ele punha-se a dançar
Em frente à televisão!
Só lhe deram uma gritada
Que era tudo boa gente,
Talvez noutro ambiente
Levasse alguma trancada!

O dia acabou em cheio
Com umas cervejas pro meio,
E o Cortiço acalmou!
Mas antes de se ir embora,
Ele foi fumar lá pra fora
E Benfica até ganhou!
Não houve mais sobressalto
A malta toda animada,
Dragões de chama apagada
E águia voou mais alto!


quarta-feira, 6 de março de 2013

POEMA DO DIA

Com grandes esperanças já cantei,

Com que os deuses no céu eu conquistara;

Depois vim a chorar porque cantara,

E agora choro já porque já chorei.

Se cuido nas passadas que já dei,

Custa-me esta lembrança só tão cara,

Que a dor de ver as mágoas que passara,

Tenho por amor a mágoa que passei.

Pois logo, se está claro que um tormento

Dá causa que outro na alma se acrescente,

Já nunca posso ter contentamento.

Mas esta fantasia se me mente?

Oh ocioso e cego pensamento!

Ainda eu imagino em ser contente?

domingo, 3 de março de 2013

POEMA DE DOMINGO



POEMA DO DIA

Quando de minhas mágoas a comprida

Imaginação nos olhos me adormece,

Em sonhos aquela alma me aparece,

Que para mi foi sonho nesta vida.

Lá numa saudade, onde estendida

A vista por o campo desfalece,

Corro após ela; e ela então parece

Que mais de mim se alonga, compelida.

Não me fujais, sombra menina.

Com os olhos em mim, como num beijo,

Como quem diz que já não pode ser

Torna a fugir-me; e não a torno a ver

E antes que diga amor, acordo, e vejo

Que nem um breve engano posso ter.

sábado, 2 de março de 2013

POEMA DO DIA

Quando o Sol encoberto vai mostrando

Ao mundo a luz quieta e duvidosa,

Ao longo de uma praia deleitosa

Vou na minha vida imaginando.

Aqui a vi, os cabelos concertando;

Ali, com a mão na face tão, formosa;

Aqui falando alegre, ali cuidosa;

Agora estando quieta, agora andando.

Aqui esteve sentada, ali me viu,

Erguendo aqueles olhos, tão isentos;

Aqui movida um pouco, ali segura.

Aqui se entristeceu, ali se riu.

E, enfim, nestes cansados pensamentos

Passo esta vida vã, que sempre dura.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

SOL DE INVERNO

O sol, vai batendo na janela
Aquecendo a vidraça lentamente
Eu tento levantar me de repente
Mas fico deitado; com os olhos postos nela
Por traz desse sol eu desconfio
Que embora esse sol pareça quente
Se eu me levantasse; e de repente
Saísse desta cama onde me deito
Abandonasse o conforto do meu leito
Veria que o sol, ainda que brilhante, o dia é frio!
Como um lobo de ovelha disfarçado
Assim, o sol nos engana no Inverno
Com vento á mistura é um inferno!
O chão vai-se mantendo congelado
Sentir já sol quente, quem me dera!
Mas a terra ao girar na atmosfera
Levará o Inverno para outro lado
Para nós; nos trará a Primavera.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

AMOR E VINGANÇA

Amor, com a esperança já perdida

Tua soberana foto visitei;

Por sinal do sofrimento que passei,

Em lugar dos vestidos, pus a vida.

Que mais queres de mim, pois destruída

Me tens a glória toda que alcancei?

Não tentes magoar me, que não sei

Voltar a entrar onde não há saída.

Vês aqui vida, alma e esperança,

Doces lembranças de nosso bem passado,

Enquanto eu quis aquela que eu adoro.

Agora podes tomar de mim vingança;

E se te queres ainda mais vingada,

Contenta-te com as lágrimas que choro.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

ZÉS DA RALHA

Lá fora, como é costume
Piolho acendia o lume
Tomba Lobos racha a lenha
O Basílio dizia assim
Com um olho no Franklin
Espero que mais alguém venha!
Vê lá se vais para cozinha
Faz o molho para galinha!

A cozinha está fechada
Não se cozinha cá nada!
Diz Franklin de repente
Eu é que sou tesoureiro!
Faço contas ao dinheiro
Tu vens para atender a gente!
Não tens nada que falar!
Tu estás aqui a ganhar!

Vem Tomba Lobos então
Com três galinhas na mão
Com seu andar apressado
Faltava fazer o molho
Ele virasse pro Piolho
Vamos; o frango vai ser assado!
Dei-a lá para o que der
Aqui come quem quiser!

Franklin diz; eu não quero!
Essas coisas não tolero
E tu a mim não me mandes!
Passava a mão no bigode
Dizendo; cá comigo ninguém pode!
Eu vou comprar uma sandes
Galinha? Nem que me a deres!
E diz; Ó Carvalho, também queres?

Eu para evitar confusões
Disse cá pros meus botões
Vou mas é comer a casa
Se isto agora já esta assim
Quando o dia chegue ao fim
Que estejam com um grão na asa
Com álcool na mistura
Depois quem é que os atura?

Voltei para tomar café
Estava o Toucinho de pé
Encostado ao balcão.
Franklin atras do bar
O meu café foi tirar
E entra o Basílio então
Que tinha ouvido um zum zum
E arma lá um trinta e um

O Basílio salta aos gritos
Começam os conflitos
Quase chegam á pancada
Franklin tu sabes bem
Que os envelopes contem
A nota toda contada
O envelope, ao selado ser
Ninguém lhe deve mexer!

O Franklin suplica
O dinheiro aí fica
Só vou lá fazer trocados
Tu a mim não me refies
E nem de mim desconfies
Que eu deixo os sempre assinados
E venha lá quem vier
Abro os sempre que eu quiser!

Insultos por todo lado
Nenhum ficava caldo
Mas que grande desafio!
Com tantos insultos ditos
Eles continuavam aos gritos
Eu e o Piolho, nem pio!
Toucinho saiu pra fora
E Tomba Lobos foi-se embora

Depois de tanto insultar
Nenhum se queria calar
Qual deles o mais atrevido?
Trocaram tanta palavra
Tudo ficou como estava
Nada ficou resolvido
E eu pergunto afinal
Será que isto é normal?











Poema do Dia



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Poema Do Dia

Num jardim adornado de verdura,

Que esmaltavam por cima várias flores,

Entrou um dia a deusa dos amores,

Com a deusa da caça e da espessura.

Ela tomou logo uma rosa pura,

Ele um roxo lírio, dos melhores;

Mas excediam muito às outras flores

As violas na graça e formosura.

Perguntam a Cupido, que ali estava,

Qual de aquelas três flores tomaria

Por mais suave e pura, e mais formosa.

Sorrindo-se o menino lhes tornava:

Todas formosas são; mas eu queria

Viola antes que lírio, nem que rosa.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um Amor Perdido, Mas Não Esquecido


A nossa história começou com um simples teclar. Lembro-me muito bem que ao acessar aquele site de relacionamento lá estava a sua mensagem: ?Quer me conhecer??
Não sei explicar o que realmente passou pela minha cabeça, mas senti logo de caras, que eu precisava conhecê-lá, algo me atraia a ela e então resolvi responder afirmativamente. Desse dia em diante, estava sempre com desejos de estar on-line para falar com ela, sentia-me tão bem quando ela aparecia naquele écran. Eu gostava tanto de olhar para ela através da web, mas não sabia dizer o porquê desse desejo alucinante.
A minha mente dizia: é apenas uma amiga virtual como as outras, mas o meu coração dizia: não, é diferente, ela é especial...
O tempo foi passando e uma amizade intensa foi crescendo dentro de nós, e após um período de tempo, já não éramos simples amigos-virtuais, algo mais forte nos unia através do écran: o seu olhar no meu olhar, os meus lábios nos seus lábios, os seus braços á volta do meu corpo e os meus á volta do seu, as nossas palavras... não, não, eram meras ações-virtuais, mas eram ?reais?; sentíamos cada movimento, cada ação... Ao ir dormir, sonhávamos um com o outro, quando acordados, o pensamento levava-nos um ao outro. Era o amor que florescia dentro de nós, mesmo sem percebermos.
Envolvemo-nos profundamente! Amamo-nos de verdade, um caso único talvez, no mundo virtual, sentimento verdadeiro, forte e inesquecível.
Namoramos, fizemos vários planos, inclusive de nos casar-mos e viver cada oportunidade da vida juntos ... em fim... ser felizes juntos...
Ela era a minha vida, passávamos o tempo que podíamos a teclar, era tudo muito especial... o que vivi com ela foi único, mágico e perfeito. E tenho a certeza de que ela sentia o mesmo. Ela preocupava-se comigo, cuidava de mim...
Todas as pessoas que conheciam a nossa história, diziam que eu era tolo em confiar em alguém que estava tão distante, mas eu achava que ela era o amor de minha vida, que tínhamos sido feitos um para o outro! Éramos tão felizes...
Mas de repente por uma palavra dita impensadamente, tudo acabou, ela começou a evitar-me, não respondia ás minhas chamadas na net e nem as telefônicas, e o pior é que eu sabia que ela estava lá, a receber as minhas chamadas, a ouvir o telefone tocar, tocar, tocar, e ela não atendia, parecia até que me queria punir... Amei aquela mulher de tal maneira que só tinha olhos para ela! Só pensava nela, só a queria a ela dia e noite! Fui acusado, julgado e condenado por ela... Sofri demais... Chorei trancado no meu quarto, onde ninguém me podia ver pois não queria que soubessem que eu me havia apaixonado por alguém virtual...Não há nada pior no mundo do que ser acusado, desprezado por quem amamos...
Tenho uma ferida enorme no meu peito, choro quase todos os dias, ela não sai da minha cabeça... penso nela 24 horas por dia, nem sei explicar que amor é esse... tão grande, tão forte, tão inesquecível!
Nunca vou esquecer essa fase da minha vida - fase quase perfeita que vivi teclando com ela, e depois vivendo com ela: seu olhar, seu sorriso, sua voz... Que saudade sofrida, angustiante, cruel...Tenho que a tirar do meu coração porque não quero sofrer mais...
O que mais dói é saber que ela não me entendeu, não compreendeu as minhas razões... Não acreditou no meu amor, isso sim me mata por dentro... Causa uma dor inexplicável...
Mas acredito que tudo que acontece na nossa vida tem uma razão, um motivo... Espero que essa dor imensa que eu tenho passado tenha uma explicação, e que um dia eu descubra o motivo de ter tanto sofrimento! Quero saber um dia porque estou a pagar este preço, se só soube amá-la!
Enquanto isso, irei conviver com esta dor, acreditando que um dia ela vai passar!
Esta foi a minha historia. Ela apenas mostra que o coração não escolhe a quem amar, ele simplesmente ama. Por isso, antes de dar asas aos nossos sentimentos, devemos procurar conhecer realmente quem está do ?outro lado?, pois existem muitas pessoas na net, que teclam com as pessoas pelo simples prazer de fazê-las sofrer. Outra lição que tirei disto tudo é que nem sempre todas as histórias de amor terminam com um final feliz...


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013