sábado, 30 de novembro de 2013

Poema do dia

Aquela triste e leda madrugada,


Cheia toda de mágoa e de piedade,


Enquanto houver no mundo saudade,


Quero que seja sempre celebrada.


Ela só, quando amena e marchetada


Saía, dando à terra claridade,


Viu apartar-se de uma outra vontade,


Que nunca poderá ver-se apartada.


Ela só viu as lágrimas em fio,


Que de uns e de outros olhos derivadas,


Juntando-se, formaram largo rio.


Ela ouviu as palavras magoadas


Que puderam tornar o fogo frio


E dar descanso às almas condenadas.

domingo, 17 de novembro de 2013

PROSTHETICS IN THE DEEP

While visiting my cousin in Northern Portugal this week, he shared some stories with me that left me (ROFL) rolling on the floor laughing. Besides an orthodontist, I don’t believe there's any one person in the world with so many denture adventures as he. In fact, he doesn't even wear dentures; he is actually, a young looking 74 year old.
It seems whenever someone with falsies visits him, or he and his wife volunteer to give someone a ride, my cousin ends up on the most unusual searches for their guest’s fake teeth. 
Out of several stories he shared with me, I picked the following two, as the best denture stories I've ever heard and decided to document the events.

1.         Just before coming to Portugal from England on Holiday, on October 2001, my cousin and his wife offered an elderly lady a ride back home to visit her sister in Lisbon. The trip went well, for the most part, but her sister didn't have a big enough home to provide her accommodations during her stay in Portugal. My cousin offered, and she accepted, to stay at their house in northern Portugal, until their return to England. The roads leading up to Arcos de Valdevêz are fairly straight and well maintained, from Arcos to their final destination however, the nine kilometers of road  leading to Boimo, is comprised of over sixty sharp turns, necessary to manage the mountainous landscape.  Their elderly hitcher managed not to get motion sickness, or should I say, almost managed not to get motion sickness the entire trip. Kilometer eight was just too much to bear and she had to grab a barf bag to empty some of her stomach contents. My cousin pulled over, to allow the rather embarrassed passenger to dispose of her sour barf out the car window and into a ravine of prickly wild blackberry bushes. Just a few minutes later, as they unloaded their luggage at my cousin’s house, their guest realizes she's missing her precious choppers. My cousin's wife suspects she accidentally spat them into the barf bag and summoned my cousin to go look for the bag and search through its contents to try and find the dentures. After digging through the prickly bushes, he finds the barf bag, dumps its contents and among them, the choppers. Unfortunately, they were broken into two pieces during impact. After a quick trip to the orthodontist, the old geezer was able to get the dentures repaired and enjoy some delicious food during her stay. 


2.        On Augusts’ 2002 vacation, my cousin has yet another denture adventure, this time it was his wife's aunt, whom they invited to spend a few days at their home away from home, in Boimo. According to my cousin, his wife's aunt, gorged herself during lunch, as if she hadn't ate in years. Once the meal was consumed, his 80 year old aunt, retired to an upstairs bedroom, to allow her stomach time to devour its contents. Her 80 year old stomach muscles were unable to handle the heavy load and she finds herself praying to the porcelain gods, emptying some of her stomach contents into the toilet bowl. After releasing some of the food she had over indulged, she quickly flushed the toilet, not realizing she was also flushing her precious teeth into my cousin’s septic system. Once their guest awoke from her afternoon nap, she realized her dentures were missing and went to her niece in desperation and told her she must have accidentally flushed her dentures down the toilet. Younger niece quickly runs to her hubby (my cousin) to tell him of the incident. Being the gentleman my cousin is he wasted no time removing the septic tank lid in an attempt to find his aunt's missing teeth. My cousin was very disappointed to see the septic tank was nearly full, the disappointment was greater the moment his wife handed him a bucket and asked he start emptying out the tank. Bucket after bucket, my poor cousin empties out the septic tank onto the trail next to his back yard. I can just imagine the stink this caused on a hot summer day. To make matters worse, he got to the bottom of the tank without finding the dentures. That's when he decides to go flush the toilet once more, sure enough, out came his aunt's pearl white teeth. Sure there were some food waste particles stuck between some of the teeth, nothing a good tooth brush couldn't fix. As for my cousin, he swears he was unable to have dinner that night, as he watched his aunt chewing her food, with the same teeth he had removed from the crapper that afternoon.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O PÔNEI EXPRESSO



Qual será a margem de erro considerada aceitável pelo US Postal Service, CTT ou de qualquer outro serviço de correios no mundo? Será que cada vez que mandamos uma carta pelo correio tradicional, temos que nos preocupar se a mesma chegará ao seu destino final? Analisando bem os primeiros seis meses do meu regresso a Portugal, no que a correio tradicional diz respeito, vejo o correio tradicional por cá, com uma margem de erro deslumbrante. 
Entre Maio e Novembro, recebi aproximadamente doze cartas, três das quais tinham sido abertas na tentativa de furto. Os CTT fizeram a entrega das mesmas, dentro de um envelope plástico transparente, com um uma senha a indicar que as cartas tinham sido abertas na tentava de furto. As três cartas foram enviadas em datas diferentes, por isso mesmo, não se trata apenas de uma ocorrência isolada. A quarta carta, que me foi enviada dum tribunal dos Estados Unidos, da qual compartilho uma foto, foi enviada para Taipei, em Taiwan.  A direcção estava escrita corretamente, com código postal, cidade e país, como podem ver na foto inserida, a mesma foi entregue dois meses após ser enviada. 
Resumindo; isto, dá uma margem de erro de cerca de 33%. 
Sempre que possível, uso a internet como meio de comunicação, pois com esta margem de erro exibida pelos serviços de correios tradicionais, penso que até o pônei expresso devia ser mais fiável.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

POEMA DO DIA

Quando o Sol encoberto vai mostrando
Ao mundo a luz quieta e duvidosa,
Ao longo de uma praia deleitosa
Vou na minha inimiga imaginando.
Aqui a vi, os cabelos concertando;
Ali, com a mão na face tão, formosa;
Aqui falando alegre, ali cuidosa;
Agora estando quieta, agora andando.
Aqui esteve sentada, ali me viu,
Erguendo aqueles olhos, tão isentos;
Aqui movida um pouco, ali segura.
Aqui se entristeceu, ali se riu.
E, enfim, nestes cansados pensamentos
Passo esta vida vã, que sempre dura.

domingo, 29 de setembro de 2013

"POEMA DO DIA"

Ditoso seja aquele que somente


Se queixa de amorosas esquivanças;


Pois por elas não perde as esperanças


De poder nalgum tempo ser contente.


Ditoso seja quem estando ausente


Não sente mais que a pena das lembranças;


Porque ainda que se tema de mudanças,


Menos se teme a dor quando se sente.


Ditoso seja, enfim, qualquer estado,


Onde enganos, desprezos e isenção


Trazem um coração atormentado.


Mas triste quem se sente magoado


De erros em que não pode haver perdão


Sem ficar na alma a mágoa do pecado.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Larápias entre nós...

A minha primeira experiência com larápios (neste caso larápias) em Portugal, aconteceu me dia 14 de Setembro 2013, no centro da cidade de Leiria. Enquanto almoçava na esplanada do restaurante "Mata o Bicho" com pessoas amigas, que me visitavam dos Estados Unidos, duas jovens Romenas aproximaram se da nossa mesa a pedir esmola e tentar vender a revista borda de água.
Uma aproximou se da mesa pelo meu lado direito, a outra pelo lado esquerdo, insistindo com uma das minhas amigas, para que lhe desse uma esmola. Enquanto me virava para a que estava do meu lado direito, na tentativa de a afastar da nossa mesa, a do meu lado esquerdo, pôs uma revista sobre o meu iPhone, quando levantou a revista, levou o meu iPhone junto com a revista.
A minha sorte, azar das larapias, uma turista de Espanha na mesa ao lado, apercebeu se do furto e alertou me que as larápias me tinham furtado o telemóvel. Quando me levanto para ver se as via, já iam bem ao fundo da rua num andar bem apressado. Eu liguei o turbo e desatei a correr na direcção das larápias que quando se voltaram para ver de onde vinha tal ruído,já eu estava praticamente em cima delas..
Com uma pilha de nervos e adrenalina aos níveis  máximos a correr me nas veias, desatei aos gritos em inglês. Não vou aqui escrever os nomes que lhes chamei, mas começavam quases todos com a letra M, F, e B. Nos primeiros instantes elas ainda resistiram e não me deram o telemóvel, mas talvez por receio da minha fúria e das centenas de pessoas que entretantato se levantavam das suas mesas para ver o que se passava, decidiram entregar me o iPhone.
O acontecido, serviu me de lição, embora que bem sucedida. Agora mantenho sempre a carteira e iPhone no bolso, e ando sempre, como se costuma dizer, com um olho no burro e o outro no cigano.
Apenas queria compartilhar esta cena triste com os leitores, não para vos dizer que não visitem Portugal, mas sim, que o façam com cautela. Com o lixo que deixam cá entrar, Portugal já não é o que era, nem mesmo nas cidades mais calmas, como Leiria..


domingo, 11 de agosto de 2013

A GAIOLA DOURADA

O tema de hoje, é sobre um filme que vi ontem e me deixou muito emocionado, não fosse a história do filme sobre emigrantes.
O script do filme é sobre uma família de emigrantes portugueses, radicados em Paris, não vou elaborar mais sobre o conteúdo da história para não estragar o factor surpresa aos que, como eu, se irão de certo emocionar com esta linda história de cinema Luso/Francesa.
Deixo apenas uma dica sobre o filme, todos os emigrantes portugueses, em qualquer canto do mundo, vão de certo encontrar uma parte deste filme com que possam relacionar a sua própria aventura de emigração. Até mesmo o próprios filhos de Portugueses, nascidos por esse mundo fora, não devem perder a oportunidade de ver a Gaiola Dourada.
Para além de ser uma linda história, è também um filme com muita comedia à mistura, e com actores como Joaquim de Almeida e Rita Blanco, claro que não iriam deixar as suas fãs decepcionadas.

sábado, 10 de agosto de 2013

"OSTENTAÇÃO"

O paradoxo do nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas temperamentos mais curtos, estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos. Gastamos mais, mas temos menos, compramos mais, mas desfrutamos menos. Temos casas maiores e famílias menores, mais conveniências, mas menos tempo. Temos mais estudos académicos, mas menos bom senso, mais conhecimento, mas menos juízo, mais especialistas, mas mais problemas, mais medicina, mas menos bem-estar.

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos menos, conduzimos rápido demais, irritamos nos facilmente, ficamos acordados até tarde, levantamos nos muito cansados, lemos muito pouco, vemos TV demais e raramente rezamos.

Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos o nosso valor. Falamos demais,  raramente amamos e odiamos com muita frequência.

Aprendemos a ganhar a vida, mas perdemos a vida. Nós adicionamos anos à vida e não vida aos anos. Fomos à lua e voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua para conhecer um vizinho novo. Conquistamos o espaço exterior, mas não o espaço interior. Fazemos coisas maiores, mas não coisas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Conquistamos o átomo, mas não o nosso preconceito. Nós escrevemos mais, mas aprendemos menos. Nós planeamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a apressar-nos, mas não a esperar. Construímos mais computadores para armazenar informação, produzir mais cópias do que nunca, mas comunicamos cada vez menos.

Estes são os tempos de refeições rápidas e digestões lentas, dos homens grandes, mas de carácter pequeno, lucros acentuados, mas relações vazias. Estes são tempos de dois empregos, vários divórcios, casas bonitas e lares destruídos. São tempos de viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, duma noitada, corpos de peso excessivo, e comprimidos que fazem de tudo: alegram, acalmam, e matam. É um tempo em que há muito na vitrina e pouco no armazém. Um tempo em que a tecnologia nos pode levar esta carta, e após reflectir mos sobre ela, podemos simplesmente clicar 'delete.

Lembre-se de passar algum tempo com seus seres mais queridos, pois não vão estar cá para sempre.

Lembre-se, de dizer uma palavra gentil a alguém que olha para você com admiração, pois essa pessoa irá crescer e sairá do seu lado.

Lembre-se, de dar um abraço caloroso à pessoa ao seu lado, porque esse é o único tesouro que temos para dar do coração; e não nos custa nem um cêntimo.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' ao seu parceiro/a e aos seus seres mais queridos, mas acima de tudo quero dizer isto. Um beijo e um abraço curam a dor, quando são dados com amor e carinho.

Lembre-se de andar de mãos dadas e valorizar o momento, pois um dia essa pessoa deixará de estar ao seu lado.

Disponibilize de tempo para amar, tempo para falar! E tempo para compartilhar os pensamentos preciosos da sua mente.

E lembre-se sempre, a vida não é medida pelo número de respirações, mas pelos momentos que nos tiram a respiração.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"EQUILÍBRIO"

Entre os dias 2 e 5 de Agosto, Soutocico, nos arredores da bonita cidade de Leiria, foi palco da já tradicional "Festa do Marisco". Embora com muitas semelhanças às tradicionais festas portugueses a que estamos acostumados, a festa do marisco de Soutocico, tem muitos pormenores que a transformam numa festa única e diferente, mas tudo para o lado positivo.
A parte comum com outras festas portuguesas é a parte religiosa da festa, mas tem muito mais de impar.
Começando pela actuação de uma banda convidada de Cortes, ( vila berço do senhor bochechas, Mário Soares) ao menu de marisco, onde incluía, lagosta, amêijoas, sapateiras e camarão. Para os que não vão muito pelo marisco, também havia algumas sandes à venda.
Durante quatro dias, ou melhor dito, quatro noites, actuaram vários conjuntos musicais de muito boa qualidade, onde também participou a banda filarmónica de Soutocico. Na ultima noite das festividades, já passou a ser tradição, (para os que se aguentam) permanecer a noite inteira na festa, até ao romper da aurora. Um Cafe local, encarregasse de ter pasteis de nata suficientes, na ultima madrugada da festa, para ajudar a encharcar os milhares de litros de cerveja, consumidos durante as festividades, eu confesso que às três da manha rendi-me, e fui à procura do travesseiro.
Umas das actividades que me despertou mais a atenção, na ultima noite da festa, foi a corrida de cântaros.
A corrida, teve lugar na parte da rua com mais inclinação. Para dificultar mais o invento, os cântaros apenas levavam agua até ao meio e tinham que ser transportados à cabeça, sem auxílio das mãos. 
Homens e senhoras podiam participar, não havia descriminação de sexos, mas foi um invento bem renhido entre três senhoras, duas senhoras já com idades bastante elevadas e uma senhora, de meia idade. Houve varias senhoras que conseguiram terminar a trajecto sem terem que usar as mãos para segurar o cântaro, e sem o deixar cair no alcatrão e desfase-lo em mil pedaços, uma vez que eram cântaros de barro.
Com respeito aos cavalheiros, tenho que contar uma história totalmente diferente, a maioria dos cântaros, acabaram desfeitos em pedaços, alguns apenas para animar o publico, outros por falta de equilíbrio. Apenas um cavalheiro conseguiu completar o percurso com o cântaro intacto.
Resumindo; resta me apenas dizer que, as cabeças das senhoras continuam a ser muito mais equilibradas que as dos homens. Mas o mais importante, foi que, as festividades chegaram ao fim com muita alegria e, pelo menos que eu saiba, sem qualquer desacato.
Parabéns Soutocico!

sábado, 3 de agosto de 2013