domingo, 5 de abril de 2009

“ Eusébio”


Eusébio, como outros meninos da sua idade, com a tenra idade de dez anos teve que trocar a bola e outros brinquedos pelo trabalho árduo do campo. Pouco depois de Eusébio completar a quarta classe, em 1971, por força da pobreza a mãe de Eusébio decide manda-lo para a capital portuguesa onde durante seis anos passou a fazer parte do circulo de exploração de trabalho infantil existente em Portugal. O dia de Eusébio começava as sete da manha no restaurante “João do Grão” (que ainda hoje existe) na rua dos Correeiros, no coração da baixa lisboeta. Entre as sete e as doze, as suas tarefas eram; escamar e lavar peixe, descascar batatas, lavar o chão, e lavar os WC, entre muitas outras. Ao meio dia começavam as três horas de almoço que Eusébio passava a lavar pratos, talheres, copos e panelas usados pelas centenas de pessoas que frequentavam o restaurante nesses tempos. Depois de três horas de descanso, entre as três e seis horas da tarde, voltava a labuta entre as seis e as nove e meia, onde se repetiam as tarefas matinais, incluindo preparar o restaurante para o dia seguinte. No recinto da “Praça da Figueira” depois de um dia de trabalho árduo no “João do Grão” e com outros meninos vitimas do mesmo destino, Eusébio começou a aprender a dar uns pontapés na “chicha”, embora esta fosse construída de trapos ou jornais, dava para entreter. Era bem aparente que Eusébio não tinha muito jeito para o futebol, mas foi aqui que começou a sua paixão pelo desporto rei. Como o Benfica era o clube dos pobres e também a equipe que nesses tempos mais títulos conquistava, é lógico que o clube da águia passou a ser a paixão de Eusébio. Com a ajuda de um familiar, Eusébio parte para os EU em 1977. Distante do seu Portugal, a única tecnologia existente para acompanhar o seu Benfica era um pequeno radio de onda curta, que depois de muita ginástica, como mudar a antena para o norte, por uma perna as costas e torcer a língua para o lado direito, dava para ouvir qualquer coisa do relato. Mesmo sem saber jogar, em 1990 Eusébio decide iniciar uma equipe de velhas guardas, claro que Eusébio não podia ser velha guarda porque nunca tinha jogado por qualquer equipe oficial, mas com persistência e força de vontade e ajuda de alguns amigos a equipe das velhas guardas vai do sonho a realidade. Com as velhas guardas Eusébio aprende a dar mais uns toques, e a equipe até tem bastante sucesso derivado ao valor de muitos jogadores que a integraram. Em 1995, Eusébio, por motivos pessoais, mais uma vez tem que fazer as malas e mudasse para o interior dos EU, mas o bichinho da bola continua na sua companhia, e em 2001, Eusébio, mais uma vez mete mãos á obra e inicia uma equipe para maiores de trinta anos que inscreve numa liga local. A equipe passou a chamar-se “The Generals” derivado á empresa onde Eusébio trabalha e nesse mesmo ano conquistou um fabuloso segundo lugar numa liga de dezasseis equipes. Eusébio é actualmente o avançado centro dos Generals onde tem marcado alguns bonitos golos, ainda que por vezes seja acusado de estar á mama, é que Eusébio é também o jogador mais idoso dos Generals. Isto dá mesmo para dizer que; “em terra de cegos, quem tem olho é rei”. Sinceramente esta história nada tem a ver com Eusébio, mas sim com um fulano que pouco ou nada sabe jogar futebol, mas gosta de futebol incondicional-mente e sempre foi fã do ''Pantera Negra''. Bem, por respeito ao ''Rei dos Benfiquistas'' este amante do futebol passara então a chamar-se; Eu-Zé-bio.

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